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Copa do Mundo

Seleção Brasileira encerra o ciclo de Copa do Mundo marcado por recordes negativos; veja todos

A eliminação nas oitavas da Copa do Mundo encerrou um ciclo marcado por quatro treinadores, campanhas ruins nas Eliminatórias e derrotas históricas

Neymar lamenta eliminação do Brasil na Copa. Foto: Buda Mendes/Getty Images
© Getty ImagesNeymar lamenta eliminação do Brasil na Copa. Foto: Buda Mendes/Getty Images

A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo para a Noruega encerrou um ciclo que ficará marcado por frustrações dentro e fora de campo. Entre a queda para a Croácia, no Catar, e os gols de Haaland nos Estados Unidos, a equipe acumulou derrotas, perdeu protagonismo e viu crescer a pressão por mudanças profundas.

A campanha também ampliou marcas históricas pouco desejadas. Desde 1990, o Brasil não era eliminado tão cedo em um Mundial. Com isso, a Seleção chegará a 2030 com o maior jejum absoluto desde a conquista do pentacampeonato, em 2002.

Durante todo o ciclo, o Brasil registrou apenas 54,9% de aproveitamento, desempenho que o colocou apenas na 39ª posição entre as 48 seleções classificadas. O retrospecto foi de 17 vitórias, 10 empates e 10 derrotas.

Instabilidade marcou toda a preparação para o Mundial

A Seleção teve quatro treinadores, cenário registrado apenas duas vezes desde o tricampeonato de 1970. Ao mesmo tempo, 96 jogadores foram convocados, mas a lista final repetiu 15 nomes da Copa anterior, estabelecendo um novo recorde.

Nas Eliminatórias Sul-Americanas, o Brasil terminou apenas na quinta colocação, com 28 pontos, registrando sua pior campanha na história da competição. Foram seis derrotas, 17 gols sofridos e uma sequência de marcas negativas inéditas.

Entre os resultados mais simbólicos estiveram a goleada por 4 a 1 para a Argentina, em Buenos Aires, a primeira derrota em casa para os argentinos nas Eliminatórias e o primeiro revés diante da Colômbia, em Barranquilla.

Resultados agravaram a pior fase da Seleção em décadas

O Brasil ainda voltou a perder para o Uruguai após mais de duas décadas de invencibilidade, além das derrotas para Marrocos e Senegal em 2023. Com apenas 37% dos pontos conquistados naquele ano e com indefinição no comando técnico entre Ramon Menezes e Fernando Diniz, a instabilidade se tornou regra.

A chegada de Dorival Júnior trouxe expectativa após bons resultados contra Inglaterra e Espanha, mas a reação não se confirmou. A campanha na Copa América terminou com apenas uma vitória em quatro partidas e eliminação para o Uruguai nas quartas de final.

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