A temporada de Gabriel Jesus passou por altos e baixos. Figurinha carimbada no histórico de convocações da Seleção Brasileira desde a chegada de Tite, ainda em 2016, o atacante passou por um ano de grandes questionamentos e necessidade constante de provar o seu valor, tanto pelo Brasil quanto pelo Manchester City, em 2021-22.
Tendo virado pai recentemente, com o nascimento da pequena Helena, Jesus fechou o ano de futebol europeu em alta no City, e marcou gols importantes, que deixaram em dúvida a permanência do atacante na equipe de Manchester – anteriormente, sua saída era vista como certa. E isso também refletiu nos últimos momentos dele pelo Brasil.
Ausente da convocação de março, o camisa 9 do City voltou à lista do treinador para os amistosos de junho e saiu do banco de reservas para marcar o último gol brasileiro na goleada por 5 a 1 sobre a Coreia do Sul, em Seul, nesta quinta-feira (2). E a bola na rede representou a quebra de algumas marcas fortes.
Passando por questionamentos quanto às convocações que vinha integrando, Gabriel Jesus não marcava um gol pela Seleção desde julho de 2019, quando fez um dos três anotados pelo Brasil na vitória sobre o Peru, na final da Copa América daquele ano. No mesmo jogo, o atacante levou cartão vermelho.
Desde então, foram quase três anos e 21 partidas seguidas sem balançar a rede adversária; no período, Jesus ainda levou outro cartão vermelho, diante do Chile, pela Copa América de 2021, e deu apenas quatro assistências. O período árduo fez com que o atacante fosse, inclusive, preterido por outros, tanto na função de atacante de referência quanto nas beiradas do campo.
Antes dono da posição como “camisa nove”, Jesus viu Roberto Firmino, Richarlison, Gabigol e Matheus Cunha alternarem na função durante o seu período de seca. Por consequência, o atacante do City passou a atuar na ponta direita do ataque, mas também viu a vaga ser tomada por Raphinha e, ocasionalmente, Antony, na Seleção.
Após perder espaço e a camisa 9 que sempre lhe foi habitual, Gabriel Jesus voltou à Seleção Brasileira nesta quinta-feira utilizando a camisa 18, e saindo do banco para atuar na ponta direita. Substituindo Raphinha, ele marcou o quinto gol brasileiro diante da Coreia do Sul, passando por alguns marcadores, e deu fim a um árduo jejum.

No Manchester City, apesar de também ter vivido um período longo sem gols, ele fechou o ano em alta, e foi o segundo brasileiro com mais participações diretas para gol na temporada europeia – contabilizando quem atua nas cinco principais ligas do Velho Continente (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França). Foram 13 gols e 11 assistências em 41 jogos sob o comando de Pep Guardiola em 2021-22, tendo fechado o ano com muitas partidas como titular.
Gabriel Jesus encerrou seu jejum de 19 jogos com a camisa da seleção brasileira. Seu último gol havia sido na Copa América de 2019, no 3 a 1 contra o Peru, na final. Nos seus últimos 7 jogos pelo City, ele fez seis gols. pic.twitter.com/6V4ogRe4mh
— Josias Pereira ✊�� (@josiaspereira) June 2, 2022
Gabriel Jesus é o vice-artilheiro da “Era Tite”, iniciada em setembro de 2016, quando ele também estreou pelo Brasil. Até aqui, foram 19 gols em 55 partidas vestindo a Amarelinha, além de outras 13 assistências, que o colocam, também, como o segundo maior assistente brasileiro no período – tanto em gols quanto em assistências, ele é superado por Neymar.




