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São Paulo

Efeito dominó no Morumbis: como o São Paulo desmoronou pós-Zubeldía

Bastidores fervendo: atritos internos e escolhas que minaram os trabalhos Saiba o que realmente pesou para a queda de nomes como Crespo e Roger Machado em meio à pressão das arquibancadas

Queria ou não, Zubeldía fez o último trabalho que apontou avanços no São Paulo - Foto: Gilson Lobo/AGIF
© Gilson Lobo/AGIFQueria ou não, Zubeldía fez o último trabalho que apontou avanços no São Paulo - Foto: Gilson Lobo/AGIF

A dança das cadeiras na comissão técnica tornou-se regra no Morumbis, cobrando um preço alto pela falta de continuidade. Em pouco mais de doze meses, de junho de 2025 até agora, o São Paulo alternou quatro treinadores em três trocas de comando, transformando o banco de reservas em uma rotatividade sem fim.

Longe de trazer os resultados esperados, a oscilação se refletiu diretamente no rendimento da equipe. Vale ressaltar que a análise foi publicada pelo jornalista Guilherme Padin, do Uol Esporte. A cada nova troca, o rendimento do Tricolor despenca. Hoje, a equipe amarga um jejum de vitórias de quatro meses entre empates e derrotas, vendo a zona de rebaixamento do Brasileirão a apenas três pontos de distância.

O trabalho mais longevo no comando do São Paulo foi o de Luis Zubeldía, contratado em abril de 2024 e desligado em junho de 2025. Embora marcado por altos e baixos, o período sob a liderança do argentino entregou números sólidos: o sexto lugar no Brasileirão 2024 e o alcance das quartas de final tanto na Copa do Brasil quanto na Libertadores.

De Zubeldía até agora, o rendimento esfarela em números

No entanto, as oscilações de desempenho no ano seguinte encerraram a trajetória do técnico. Zubeldía deixou o Morumbis liderando a fase de grupos da Libertadores, porém na 14ª colocação da Série A. Seu retrospecto final somou 37 vitórias, 24 empates e 21 derrotas, garantindo um aproveitamento de 55%.

A passagem de Hernán Crespo foi interrompida por atritos internos, apesar da resposta em campo. Após alcançar as quartas da Libertadores e o 8º lugar no Brasileirão 2025, o argentino liderou a Série A no início de 2026, respaldado pela torcida. As divergências com a diretoria, porém, provocaram sua saída. Em 46 jogos, registrou 21 vitórias, 7 empates e 18 derrotas, com 50,7% de aproveitamento.

Roger Machado chegou ao São Paulo sob forte contestação em março. Apesar do bom início e da classificação em primeiro no grupo da Sul-Americana, a perda de ritmo no Brasileirão — caindo da briga pela liderança para o 5º lugar — e a queda diante do Juventude na Copa do Brasil culminaram em sua demissão. O técnico fechou a passagem com 17 jogos, 7 vitórias, 4 empates, 6 derrotas e 49% de aproveitamento.

Momento de Dorival Júnior

A terceira era Dorival Júnior transformou a instabilidade em crise aberta. Um pífio aproveitamento de 33,33% em 11 partidas reflete o futebol pobre exibido em campo. Sem vencer no Brasileirão desde abril, o fundo do poço veio no domingo (23): uma atuação desastrosa diante do lanterna, dando de presente a um rival fragilizado sua segunda vitória no campeonato e empurrando o Tricolor rumo ao Z-4. O único alento em meio ao caos é a classificação na Sul-Americana contra o Bolívar, que credenciou o time a pegar o Boca Juniors nas quartas.

A sombra da zona de degola já assusta o Morumbis. Com apenas três pontos de vantagem sobre o Mirassol, Dorival Júnior entra sufocado pela necessidade imediata de reagir. Sem vencer na competição há quatro longos meses, o Tricolor joga a vida no sábado (29), às 20h, contra o Red Bull Bragantino.

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