A situação de Dorival Júnior no São Paulo ficou ainda mais delicada depois da derrota para a Chapecoense. O resultado aumentou a pressão sobre o treinador e também sobre o elenco, principalmente porque a própria comissão técnica tratava a partida como fundamental para iniciar uma reação no Campeonato Brasileiro. Antes do jogo, Dorival deixou claro aos jogadores que a vitória era necessária, mas o time acabou novamente sem conseguir entregar o resultado esperado.
Apesar do cenário complicado, a informação dos bastidores é que a demissão de Dorival Júnior não está em discussão neste momento. A diretoria do São Paulo segue confiando no trabalho do treinador e entende que duas ou três vitórias podem mudar completamente o ambiente. O problema é que o calendário não oferece muito espaço para recuperação, e cada novo tropeço aumenta a pressão sobre comissão técnica e jogadores.
O São Paulo tem apenas 15 partidas pela frente no Brasileirão e, dentro da projeção de pontuação para escapar da parte de baixo da tabela, precisaria conquistar aproximadamente 18 pontos. Na prática, seriam seis vitórias em 15 jogos. A conta fica ainda mais complicada quando se observa que a última vitória do São Paulo no campeonato aconteceu contra o Mirassol, ainda sob o comando de Roger Machado, enquanto Dorival Júnior ainda não conseguiu vencer no Brasileirão desde que assumiu.
Dorival cobra elenco, mas também é cobrado pela diretoria
Internamente, existe uma espécie de cadeia de cobranças no São Paulo. Dorival Júnior já vem cobrando fortemente os jogadores, e a tendência é que essa postura continue na reapresentação do elenco. Ao mesmo tempo, a diretoria também cobra o treinador por uma reação da equipe. Ou seja, todos sabem que o momento é extremamente delicado e que a resposta precisa aparecer dentro de campo.
A derrota para a Chapecoense mexeu especialmente com o elenco. Rafinha, por exemplo, teria ficado revoltadíssimo com o resultado, justamente pela importância que a partida tinha para o São Paulo. Mesmo com a frustração, o grupo ainda demonstra confiança no trabalho de Dorival, mas os jogadores também sabem que não podem continuar desperdiçando oportunidades de somar pontos contra adversários que estão na mesma região da tabela.
O problema é que a sequência será pesada. O São Paulo terá compromissos importantes em casa contra adversários que também estão envolvidos na disputa da parte inferior da classificação e, depois, terá pela frente o Palmeiras fora de casa, além dos confrontos de peso que aparecem no calendário. A margem para erro, portanto, está cada vez menor.

São Paulo precisa reagir imediatamente para aliviar pressão
A avaliação interna é simples: duas ou três vitórias podem dar ao trabalho de Dorival a tranquilidade que hoje não existe. O treinador ainda tem crédito com a diretoria, mas precisa transformar essa confiança em resultados rapidamente. Não basta apenas apresentar evolução no desempenho; neste momento, o São Paulo precisa vencer.
A cobrança deve aumentar nos próximos jogos, principalmente porque o clube precisa buscar seis vitórias em uma sequência de apenas 15 partidas para alcançar uma pontuação considerada mais segura. Dorival permanece, mas a pressão está instalada — e os próximos resultados serão fundamentais para determinar até onde vai essa confiança.





