Em 13º lugar no Campeonato Brasileiro e eliminado de todas as competições de mata-mata, o São Paulo vive um mau momento na temporada. A equipe venceu apenas uma das cinco últimas partidas no Brasileirão, e está apenas cinco pontos à frente da zona de rebaixamento. Com isso, a pressão sob o técnico Hernán Crespo aumentou.
Uma reunião com a diretoria do São Paulo no início desta semana definiu a permanência do argentino no comando do time. Até o momento, o treinador disputou 55 partidas, com 24 vitórias, 19 empates e 12 derrotas, totalizando 55,15% de aproveitamento. Para demiti-lo, o Tricolor terá que desembolsar uma quantia considerável.
Segundo o repórter Eduardo Rodrigues, do site GE, a multa rescisória do contrato de Crespo é de 750 mil dólares (R$ 4,1 milhões na cotação atual), e o vínculo tem duração até dezembro de 2022. Porém, a partir de janeiro, o valor cai para 500 mil dólares (R$ 2,7 milhões), em função de uma cláusula pertencente ao acordo.

O São Paulo não tem condições financeiras para arcar com tamanha quantia, uma vez que gastou dinheiro em contratações neste ano, como a de Emiliano Rigoni, e fez acordos milionários para as rescisões de contrato de Hernanes e Daniel Alves. Apesar do título paulista em maio deste ano, a pressão sobre Crespo aumentou nos últimos dias.
Na próxima quinta-feira (7), o argentino encontrará pela primeira vez a torcida, em partida diante do Santos, no Morumbi, às 18h30 (horário de Brasília). O estádio voltará a ter parte das arquibancadas ocupada depois de pouco mais de um ano e meio. O último jogo com torcida foi em 11 de março de 2020, contra a LDU, pela Libertadores.




