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10 em 1: São Paulo é assombrado por lesões no primeiro mês de temporada; saiba o que pode ser feito para diminuir o problema

Não é de hoje que o Tricolor sofre com constantes desfalques por lesão; em 2023, são dez atletas afastados em apenas um mês de jogos

Marcello Zambrana/AGIF. São Paulo sofre com lesões desde o início da temporada
Marcello Zambrana/AGIF. São Paulo sofre com lesões desde o início da temporada

O São Paulo passa por momento complicado, devido a um problema constante no Clube nas últimas temporadas: número de desfalques por lesões. Além de conviver com a limitação de estrangeiros por partida (é permitido cinco relacionados, enquanto o Tricolor tem oito em seu elenco), a equipe comandada por Rogério Ceni ainda tem quase um time no DM – são nove lesionados com apenas um mês de jogos, sendo sete partidas jogadas até agora.

O centroavante recém-contratado, Erison, reforçou o departamento médico após a derrota de virada diante do Red Bull Bragantino, por 2 a 1, na última quarta-feira. Após dois jogos substituindo Calleri, que sentiu dores no tornozelo,El Torodeixou o segundo tempo da partida após sentir dores no músculo posterior da coxa direita, e saiu de campo em lágrimas.

Além do atacante, o Tricolor não conta com o ponta Caio Matheus (cirurgia no joelho direito), agora liberado para atividades de transição,os laterais direitos Moreira (cirurgia no joelho esquerdo), Rafinha (entorse no tornozelo esquerdo) eIgor Vinícius (pubalgia), os zagueiros Diego Costa (cirurgia no joelho esquerdo), Ferraresi (cirurgia no joelho direito) e Arboleda (tendinite no joelho direito), e o meia André Anderson. E também Alisson, que continua afastado com problemas pessoais.

Apesar de ter preocupado a comissão técnica nas últimas partidas, o atacante titular Calleri deve voltar a campo neste domingo (12), para o clássico contra o Santos, no Morumbi. De acordo com Rogério Ceni, o centroavante já convivia com estas dores desde o ano passado mas, pela falta de um jogador que pudesse cumprir sua função tática, sempre era acionado.

O Callei vem desde o ano passado já reclamando um pouco desse tornozelo, esse ano jogou jogos consecutivos, a gente não tinha muita opção de característica e então ele vem sendo forçado a jogar“, disse o comandante, após a vitória por 1 a 0 sobre o Santo André. Com Galoppo demonstrando bom desempenho como 9 em campo, o meia também pé uma possibilidade para suprir possíveis ausências do compatriota argentino.

Mas não é de hoje que o fator lesão aparece ao longo da temporada são-paulina e causa impacto no número de jogadores disponíveis. Em 2022, foram 46 lesões ao longo do ano do São Paulo, o que fez do Clube o oitavo que mais sofreu com desfalques por lesão no ranking de equipes da Série A. Já em 2021, foram 44 lesões tratadas.

Nos anos anteriores, o DM começava a receber visitas constantes a partir do mês de maio, pouco depois do início do Campeonato Brasileiro e fases classificatórias dos demais torneios (como Copa do Brasil e Libertadores ou Sul-Americana). Em junho de 2022, Ceni tinha uma baixa de oito atletas por lesão. Só no primeiro mês de temporada, o treinador convive com um número superior de desfalques.

Das lesões atuais, apenas Calleri tem previsão de retorno o quanto antes. Os laterais, setor que mais preocupa o São Paulo no momento, têm previsão de um mês de afastamento e devem retornar aos gramados entre o fim de fevereiro e início de março. Já na zaga, o brasileiro Diego Costa, que passou por cirugia no final de 2022, deve voltar a partir de abril, enquanto Ferraresi tem previsão para passar seis meses afastado dos gramados, em recuperação de cirurgia.

Para diminuir o problema constante de lesões, o São Paulo deve apostar na rotação de titulares em campo e modernização dosReffisdo Clube. Por enquanto, Ceni tem os zagueiros Alan Franco e Beraldoe o lateral direito Orejuelaà disposição, o que dificulta o rodízio nestes setores momentaneamente. Além disso, de acordo com o presidente Julio Casares, em entrevista concedida ao jornalista André Hernan, o setor de recuperação do Tricolor foi completamente modernizado e novos aparelhos serão destinados aoNúcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica, a fim de acelerar a recuperação e melhorar o diagnóstico de atletas machucados.

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