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Direto da Redação

Análise: Santos leva calote do Sharjah por Chermont e Marcelo Teixeira paga do ‘próprio veneno’

Peixe aguardava o pagamento de 2,5 milhões de dólares do time dos Emirados Árabes Unidos, o que não aconteceu até o momento

Chermont em campo durante jogo do Coritiba.
© Paulo De TarsoChermont em campo durante jogo do Coritiba.

O Santos negociou JP Chermont, que estava emprestado ao Coritiba, com o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, pelo valor de 2,5 milhões de dólares à vista (cerca de R$ 12 milhões) e uma quantia de 1 milhão de dólares condicionada a bônus. O clube paulista contava com esse dinheiro para quitar os atrasados com o elenco, mas o time estrangeiro deu um calote.

Marcelo Teixeira evita entrar na Justiça

De acordo com informações do colega Bruno Lima, do UOL Esporte, o Sharjah pediu um prazo maior para pagar o valor de 2,5 milhões de dólares e solicitou ao clube da Baixada Santista que não acionasse a FIFA contra o time dos Emirados. A diretoria do Peixe aceitou o pedido feito.

Segundo o UOL Esporte, a decisão do Peixe é para preservar o bom relacionamento com os árabes e por entender que o Sharjah passa por um problema de fluxo de caixa. A diretoria aposta no diálogo para resolver essa questão financeira sem precisar acionar a entidade máxima do futebol.

Mas o Alvinegro Praiano é especialista em ‘problemas de fluxo de caixa’. No quadro Direto da Redação, do Bolavip Brasil, avalio que isso é uma desculpa para clube mal pagador e caloteiro. Mas, como a gestão de Marcelo Teixeira não dá o exemplo, não pode reclamar muito do Sharjah. Está pagando do próprio veneno.

O Alvinegro Praiano acumula quatro transfer bans referente as dívidas com Pedro Caixinha e os seus demais auxiliares. O clube paulista está proibido de registrar jogadores pela FIFA, e o valor a ser pago ultrapassa a quantia de R$ 15 milhões, de acordo com o Globo Esporte.

A situação poderia ser pior, porque o Santos conseguiu derrubar outros três transfer bans nesta semana. O clube paulista tinha dívidas por mecanismo de solidariedade das contratações de João Basso, Benjamín Rollheiser e Álvaro Barreal.

Somados, os valores chegaram a R$ 946 mil e foram quitados na terça-feira (13), conforme noticiaram os colegas do GE. Tudo isso expõe a má gestão de Marcelo Teixeira e, agora no caso da venda de Chermont, a gestão santista está sofrendo do mal que fez a outros clubes.

Dívidas e mais dívidas

Em 2024, o Santástico contratou o atacante Yusupha Njie por empréstimo e não pagou o Al-Markhiya, do Qatar. O acordo previa que o clube paulista teria que desembolsar 400 mil euros (R$ 2 milhões na cotação atual). O time estrangeiro acionou a FIFA e um novo transfer ban pode acontecer.

O Alvinegro Praiano também tem dívidas com Spartak Moscou, da Rússia, León, do México, e o Cuiabá, pelas contratações de Alexis Duarte, Adonis Frías e Joaquim. É uma grande irresponsabilidade financeira da gestão de Marcelo Teixeira.

Com uma dívida de R$ 1,2 bilhão e sofrendo calote do time dos Emirados Árabes Unidos, o Santos precisou buscar outros recursos financeiros para pagar o elenco. A diretoria ainda deve um mês de direitos de imagem aos jogadores, mas um mês em atraso foi quitado antes do clássico contra o São Paulo, em 2 de setembro.

Foi noticiado que o Santástico teria usado luvas do acordo com a Adidas para pagar os jogadores, mas a diretoria não confirma. O clube paulista tem uma folha salarial muito alta e, fora da Copa Sul-Americana, competição muito rentável financeiramente, essa gestão deve ter dificuldades para deixar os salários em dia até o fim do ano. A folha salarial chega a R$ 30 milhões.

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