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Exclusivo: Cauly não baterá meta, e São Paulo não ficará com o meia

Meia tem 15 jogos com pelo menos 45 minutos, não atua desde o duelo contra o Palmeiras e não tem partidas suficientes para cumprir a cláusula de compra

Cauly - Foto: Erico Leonan / São Paulo FC
Cauly - Foto: Erico Leonan / São Paulo FC

O São Paulo não ficará com Cauly para a próxima temporada. Segundo apuração exclusiva do Bolavip Brasil, o meia não atingirá a meta contratual necessária para obrigar o clube a comprá-lo em definitivo, encerrando o caminho previsto no acordo para sua permanência. Emprestado pelo Bahia até dezembro, o jogador precisava disputar 25 partidas com pelo menos 45 minutos em campo para ativar a cláusula de compra de 2 milhões de euros, mas chegou a apenas 15 jogos válidos.

A situação está definida pela quantidade de compromissos restantes do Tricolor. Cauly não voltou a entrar em campo desde o duelo contra o Palmeiras, quando atingiu a marca de 15 partidas que cumprem a exigência contratual. Depois daquele confronto, ficou fora dos jogos contra Boca Juniors, Internacional, Santos, Cruzeiro e Vitória, sem conseguir avançar na contagem. Com apenas oito partidas restantes para o São Paulo na temporada, não existe mais possibilidade matemática de alcançar os 25 jogos exigidos.

Mesmo que voltasse imediatamente e atuasse por pelo menos 45 minutos em todos os compromissos restantes, Cauly chegaria a, no máximo, 23 partidas válidas. O número ficaria dois abaixo da meta estabelecida no contrato. Dessa forma, o São Paulo não será obrigado a pagar os 2 milhões de euros previstos na cláusula de compra, e a tendência é que o meio-campista encerre sua passagem pelo clube ao fim do empréstimo, em dezembro.

Cauly perdeu espaço e não atua desde o clássico contra o Palmeiras

A sequência de ausências foi determinante para a situação contratual do jogador. Depois de atingir o 15º jogo válido contra o Palmeiras, Cauly não participou dos cinco compromissos seguintes do Tricolor. O meia já vinha encontrando dificuldades para conquistar espaço com Dorival Júnior, e a falta de utilização impediu que se aproximasse da marca necessária para uma eventual compra definitiva.

Além da questão esportiva, o jogador passou a enfrentar um problema relacionado ao uso de medicamento para tratar uma condição nasal. Após se recuperar de um quadro de gripe, Cauly realizou um procedimento e utilizou uma medicação que contém substâncias capazes de gerar risco em exames antidoping. Ele comunicou a situação ao departamento médico, e o São Paulo decidiu afastá-lo preventivamente das relações até que seja cumprido o período necessário após o uso do medicamento.

O episódio médico contribuiu para a sequência sem jogos, mas não muda o cenário da cláusula: mesmo que Cauly receba liberação para voltar imediatamente, o calendário não permite que alcance a marca exigida. Como o contrato contabiliza apenas partidas com pelo menos 45 minutos, não basta estar relacionado ou entrar nos minutos finais. O meia precisaria de dez jogos válidos adicionais, mas o São Paulo tem somente oito compromissos pela frente.

São Paulo não terá obrigação de pagar 2 milhões de euros

A cláusula de compra de Cauly foi tema de apuração exclusiva do Bolavip Brasil em setembro, quando a reportagem esclareceu que a meta correta era de 25 partidas com pelo menos 45 minutos, e não 20, como vinha sendo divulgado. Naquele momento, ainda havia jogos suficientes para que o jogador alcançasse o número, embora sua participação na equipe já fosse irregular.

Agora, a conta não deixa margem para dúvidas. Cauly tem 15 jogos válidos e precisaria de mais dez para cumprir a condição contratual. Com oito partidas restantes, o limite máximo é de 23. Portanto, a meta não será batida, e a cláusula de compra não será acionada. O São Paulo não terá a obrigação de executar o investimento de 2 milhões de euros por esse mecanismo previsto no empréstimo.

O valor representa um investimento relevante para o Tricolor, que enfrenta dificuldades financeiras e precisa avaliar cuidadosamente os compromissos assumidos para a montagem do elenco. Sem o cumprimento da meta, uma eventual permanência do meio-campista dependeria de uma nova negociação entre São Paulo e Bahia, com condições diferentes das previstas na cláusula atual. Não há, nesse cenário, compra automática pelo acordo já estabelecido.

A tendência é que Cauly deixe o São Paulo ao término do empréstimo, em dezembro. A perda de espaço, a sequência de cinco jogos sem entrar em campo e o número insuficiente de partidas restantes encerraram a possibilidade de atingir a meta contratual. O meia, que chegou ao 15º compromisso válido contra o Palmeiras, não conseguirá chegar aos 25 jogos exigidos para permanecer em definitivo no Tricolor por meio da cláusula de compra.

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