Sem vencer fora de casa, Tricolor precisa transformar a Arena em força decisiva diante de um concorrente direto.
O jogo de sábado contra o Vasco não é apenas mais uma rodada do Campeonato Brasileiro para o Grêmio. É uma partida que exige mobilização geral, dentro e fora de campo, porque o momento não permite mais tratar confrontos contra concorrentes diretos como jogos comuns.
O Grêmio não consegue vencer longe de Porto Alegre. Essa realidade torna a Arena ainda mais importante na luta para se afastar definitivamente da parte de baixo da tabela. Se os pontos não estão vindo fora, ganhar em casa deixa de ser uma opção e passa a ser obrigação.
E contra o Vasco, essa obrigação aumenta. O adversário é um concorrente direto na luta contra o rebaixamento. Uma vitória significa somar três pontos fundamentais e, ao mesmo tempo, impedir que um rival direto se aproxime.
Não há margem para negociação. Não é jogo para pensar em administrar empate ou considerar um ponto como resultado aceitável. Sábado, para o Grêmio, existe apenas uma palavra: ganhar.
O cenário exige uma resposta coletiva. Da equipe, que precisa jogar muito mais do que vem apresentando na maior parte da temporada. E da torcida, que terá novamente a oportunidade de fazer da Arena um ambiente capaz de empurrar o time.
UNIÃO MESMO EM MEIO ÀS CRÍTICAS
É evidente que existe insatisfação. Grande parte da torcida pede a troca de Luís Castro, e isso não começou agora. A cobrança vem de muito tempo e tem uma razão clara: a falta de regularidade.
O Grêmio faz uma boa partida e depois desaparece na rodada seguinte. O melhor exemplo é o Gre-Nal. A equipe apresentou organização, intensidade e repertório tático contra o maior rival, mas não conseguiu repetir nada parecido diante do Vitória.
Essa irregularidade é justamente o que mais incomoda o torcedor. O Grêmio não consegue encaixar duas grandes atuações consecutivas e mantém um aproveitamento muito abaixo do que sua camisa e estrutura exigem.
Também existem as escolhas do treinador, algumas mudanças que a torcida não entende e jogadores que já esgotaram a paciência de boa parte dos gremistas. Tetê é um dos principais exemplos dessa relação desgastada.
As críticas são legítimas. A cobrança precisa continuar existindo. O torcedor não pode ser obrigado a aceitar atuações ruins ou uma temporada construída em jogos isolados de exceção.
Mas quando a bola começar a rolar no sábado, tudo isso precisa ficar em segundo plano durante os 90 minutos.
O Grêmio precisa mais do que nunca de uma torcida que empurre. Não porque o time esteja livre de críticas, mas justamente porque o momento exige que clube e torcida entendam o tamanho do risco.
A ARENA PRECISA SER UMA ARMA
A direção também precisa fazer sua parte. É necessário trabalhar para transformar o jogo contra o Vasco em uma grande mobilização, inclusive avaliando alternativas relacionadas aos ingressos e ao acesso do torcedor à Arena.
O objetivo deveria ser claro: aproximar o maior número possível de gremistas de um jogo que pode ter impacto direto na sequência do Campeonato Brasileiro.
A mobilização vista no Gre-Nal mostrou o que acontece quando torcida, clube e time caminham na mesma direção. A Arena pode e deve ser novamente um fator de pressão sobre o adversário.
Não se trata de esquecer os problemas. Eles continuam existindo. A falta de regularidade, o desempenho abaixo do esperado, as escolhas questionáveis e a dificuldade de vencer fora de casa precisam ser resolvidos.
Mas o Vasco é um capítulo que exige prioridade absoluta. O Grêmio precisa vencer para abrir distância de um concorrente direto e, principalmente, para parar de conviver constantemente com a ameaça da zona de rebaixamento.
O gremista está cansado de olhar para baixo na tabela. Está cansado de temporadas em que o objetivo passa a ser simplesmente escapar do pior.
Por isso, sábado precisa ser tratado como um jogo de mobilização total. Direção, comissão técnica, jogadores e torcida precisam fazer sua parte.
O Grêmio não pode negociar empate. Não pode entrar em campo pensando em administrar o resultado. Não pode aceitar outro tropeço dentro da Arena diante de um adversário que disputa a mesma região da tabela.
Sábado é dia de Arena cheia, time competitivo e torcida empurrando do primeiro ao último minuto. Depois do apito final, críticas, cobranças e discussões continuarão existindo.
Mas durante o jogo, o Grêmio precisa de todos.
Porque contra o Vasco não há meio-termo.
É ganhar, ganhar e ganhar.
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