Mesmo com artilheiro em alta, equipe soma apenas um gol nos últimos seis jogos e escancara problema de criação
O Grêmio atravessa um momento preocupante no setor ofensivo no Brasileirão 2026. A equipe marcou apenas um gol nos últimos seis jogos, justamente na vitória por 1 a 0 contra o Coritiba, e hoje tem o terceiro pior ataque da competição, um cenário que acende alerta em meio à luta para sair da parte de baixo da tabela.
O dado ganha ainda mais peso quando se observa a sequência recente. Além do Coritiba, o Tricolor passou em branco contra Remo, Internacional, Cruzeiro, Athletico e Flamengo. A dificuldade em transformar volume de jogo em gols virou um padrão, e não mais uma exceção dentro da campanha.
Mesmo contando com Carlos Vinicius, um dos maiores artilheiros do país na temporada com 14 gols, o desempenho coletivo não acompanha. O Grêmio só não tem ataque pior que Chapecoense e Corinthians, o que evidencia um desequilíbrio claro entre talento individual e produção ofensiva.
Por que o ataque não funciona mesmo com nomes experientes
A explicação passa diretamente pelo funcionamento coletivo. O principal problema está na criação de jogadas, já que o técnico Luís Castro ainda não conseguiu encaixar um meia armador que organize o time com regularidade. Monsalve perdeu espaço e sequer foi relacionado recentemente, enquanto Gabriel Mec, de apenas 18 anos, vem sendo improvisado na função.
Esse cenário ajuda a entender decisões recentes do clube, como a tentativa de manter Francis Amuzu fora de compromissos com a seleção de Gana. Vice-artilheiro da equipe com sete gols e três assistências, o atacante se tornou peça importante em um setor que carece de eficiência e constância.
O principal problema do ataque do Grêmio é a falta de criação?
O principal problema do ataque do Grêmio é a falta de criação?
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Além disso, o rendimento individual dos demais atacantes também está abaixo do esperado. Braithwaite ainda busca ritmo após grave lesão, Tetê soma números discretos, e nomes como Enamorado e André Henrique pouco impactaram na temporada até aqui.
Impacto da reformulação e próximos jogos podem definir reação ofensiva

Problemas ofensivos tem sido uma grande dor de cabeça para Luis Castro – Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Outro fator que pesa é o contexto da temporada. O Grêmio promoveu uma reformulação significativa, com mais de 20 saídas, e trouxe jogadores que ainda estão em adaptação, como Nardoni e Léo Pérez. A falta de entrosamento com peças importantes como Arthur e Noriega também interfere diretamente na fluidez ofensiva.
A possível volta de Villasanti pode ajudar a dar uma nova dinâmica ao meio-campo. Ainda em processo de recuperação de lesão no joelho, o volante deve retornar gradualmente, podendo ganhar minutos nos próximos jogos. Sua presença pode equilibrar o setor e melhorar a conexão com o ataque, hoje um dos principais gargalos do time.
A sequência na Arena antes da pausa para a Copa do Mundo surge como oportunidade de ajuste. O Grêmio enfrentará Palestino, Santos, Montevideo City Torque e Corinthians, jogos que podem servir como laboratório para encontrar soluções.
Antes disso, o Tricolor volta a campo nesta quinta-feira (14), contra o Confiança, pela Copa do Brasil. A tendência é de time alternativo, já que o foco principal está no duelo contra o Bahia, pelo Brasileirão. Mais do que resultados, o momento exige respostas claras do setor ofensivo, hoje o principal obstáculo para uma reação na temporada.






