Corinthians e Santos vivem realidades distintas na temporada, com disputas por competições diferentes, enquanto o Timão busca se aproximar do G-4 e o Alvinegro Praiano vem tentando se afastar do Z-4.
Em contrapartida, fora das quatro linhas, ambas as equipes enfrentam um momento financeiro conturbado, que acabou reduzindo seu poder de negociação e complicando ainda mais os bastidores dos clubes.
Como já comentei, fica claro para outros consumidores do futebol que a insistência do Corinthians por Memphis Depay se explica em grande parte pela dívida com o jogador, superior a R$ 40 milhões.
Reféns dos jogadores ou da má gestão?
Mesmo após disputar a Copa do Mundo pela Holanda, o craque não conseguiu recuperar o futebol esperado e não teve o impacto desejado. E, mesmo sem propostas de outros times, o profissional fez exigências relevantes, algumas quase inacreditáveis.
Algo semelhante ao que acontece com Neymar na Vila Belmiro. Tenho acompanhado os jogos do Santos e vejo o camisa 10 render bem abaixo do esperado, como aconteceu na Seleção Brasileira, mas seu poder dentro do clube permanece intacto.
Até onde vai esse poder?
Menino da Vila, seu retorno gerou grandes expectativas que ficaram aquém do que foi apresentado em campo. Mas, diante da alta dívida do clube com o jogador e do poder que ele exerce nos bastidores, em alguns momentos sua vontade se sobrepõe à do clube.
Neymar promoveu sua tradicional festa beneficente às vésperas de um jogo importante para o Alvinegro Praiano. Assim, o desejo do jogador acabou prevalecendo sobre o do Peixe, exigindo nova logística para garantir sua presença na partida.
Há expectativa de evolução?
Por isso, como observei e outros amantes do futebol nacional também notam, é complexo ver jogadores — independentemente de sua importância — tornarem-se maiores que a instituição, detendo o maior poder na busca por um acordo.





