Após um período de treinos sem jogar sequer uma partida, Matheus Índio teve seu contrato rescindido pela Cruzeiro. O anuncio oficial do desligamento do atleta saiu na última sexta-feira (13). O meia-atacante estava na Toca da Raposa desde setembro.

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O jogador chegou ao clube por indicação do então técnico Ney Franco, com forte apoio do diretor de futebol Deivid. No começo de outubro, Matheus Índio foi elogiado pelo dirigente. “O Ney (Franco) já trabalhou com o Matheus Índio na Seleção (de base) e trouxe para a gente algumas referências dele. O Matheus Índio jogou no Estoril, muito bem, e a gente vinha acompanhando. O custo-benefício foi bom e a gente espera que ele possa vir, jogar, se destacar, e que o clube possa ganhar financeiramente e tecnicamente com ele”, disse Deivid à época.
Índio foi integrado ao elenco do Cabuloso no momento em que o clube estava impedido de registrar atletas por conta de punições da Fifa envolvendo dívidas na administração anterior à do presidente Sérgio Rodrigues. Quando a situação foi resolvida por meio da quitação dos débitos, Felipão, que acabava de assumir o comando técnico do clube, decidiu dispensar o jogador.

Zé Eduardo em treino com o Cruzeiro. Jogador atuou por 20 minutos – Foto: Gustavo Aleixo – Cruzeiro
Segundo apuração do setorista Samuel Venâncio, da Rádio Itatiaia, a rescisão com o Índio vai onerar o Cruzeiro em R$ 60 mil a serem pagos de forma parcelada. Ele tinha contrato com o clube até janeiro de 2021. Sua contratação foi muito criticada pela torcida celeste, que também não perdoou Deivid e Sérgio pelo desfecho envolvendo o atacante Zé Eduardo.
O jogador vai retornar ao América-RN com apenas 20 minutos em campo desde que foi requisitado pela Raposa, também a pedido de Ney Franco. Porém, quando voltou à Toca antes do fim do empréstimo ao clube potiguar, 15% de seus direitos ficaram sob posse do Rubro como forma de compensação.
O Cruzeiro se posicionou, neste sábado (14), muito em conta pela pressão da torcida, afirmando que ainda negocia com o clube potiguar para reassumir os 15% que tem de direito sobre o atleta, já que ele vai retornar a Natal por empréstimo. O objetivo dos mineiros é estabelecer no contrato que pode requisitar Zé Eduardo quando precisar.









