O Cruzeiro não vive um bom momento financeiro e vê a situação piorar cada vez mais diante da diminuição de receitas provocada pelo período sem jogos. Em meio a pausa nas competições por conta da pandemia do novo coronavírus, a diretoria do Cabuloso estuda estratégias para reforçar os caixas e não descarta vender jovens jogadores.

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Até três joias da base estariam na linha de frente para serem negociados e ‘salvar’ o clube. Os destaques, que estariam sendo oferecidos a clubes estrangeiros, são o zagueiro Cacá e o meio-campista Maurício. O Cruzeiro também não descarta negociar o atacante Thiago.Apesar de a folha salarial ter caído de R$ 15 milhões para R$ 3 milhões, o clube ainda encontra problemas.

Cacá e Maurício: valorizados (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro/Divulgação)
Presidente interino,José Dalai Rocha admite que negociar atletas é a única saída para o momento no Cruzeiro e lamenta a perda técnica. Em entrevista ao programa “SportsCenter”, daESPNBrasil, ele reconheceu que o Cabuloso terá que vender jogadores para honrar dívidas e confirmou a chegada de propostas.
“Temos dívidas que não foram pagas há anos e estão vencendo. Não temos alternativa, precisamos fazer caixa. Agora, fazer caixa como, onde, se as fontes de receita estão paralisadas? Somente com venda de jogador. Então, estamos sim estudando propostas por nossas joias, que felizmente não são poucas, e nós teremos que vender”, comentou.
Dalai Rocha ainda aproveitou para atacar a gestão de Wagner Pires de Sá, que teria elevado as dívidas e feito com que o Cruzeiroperdesse seu prestígio em meio a casos de corrupção.“Na última administração, o preço que pagamos foi alto demais. O dinheiro evaporou como se fosse álcool ao vento. Quem foi o responsável por isso deve estar arrependido, pois o preço foi alto. O Cruzeiro está em uma posição perigosa e difícil“, lamentou.
“O Cruzeiro foi tão machucado, que hoje nas entidades internacionais sobre futebol, a estrela que a gente sempre venera, marca o case de corrupção mais saliente e importante, drástico, ocorrido no mundo. O nosso renome, hoje, simboliza o maior case de corrupção do futebol sul-americano”, completou o presidente interino.









