Eduardo Coudet deixou o Internacional e sua saída lançou no ar um clima de animosidade. A palavra oficial do clube, por presidente Marcelo Medeiros, dá conta de que a saída foi uma decisão pessoal do argentino, ao escolher o futebol Europeu como destino. O Celta de Vigo, equipe espanhola onde o profissional foi jogador em 2002, seria o próximo desafio na carreira de Chacho.

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A versão de Coudet, no entanto, longe dos holofotes e entrevistas coletivas, evidencia que ele deixou o Colorado por não se sentir mais confortável em seu comando técnico. Na avaliação do treinador, segundo matéria publicada por Bibiana Bolson, no portal da ESPN, a atmosfera política do clube já não o favorecia.
De fato, em 2019, três pessoas foram diretamente responsáveis pela contratação do treinador, Roberto Melo e Alessandro Barcellos, vice-presidentes, além do gerente de futebol, Rodrigo Caetano foram os protagonistas da contratação do então técnico do Racing(ARG).

Eduardo Coudet deixou o Colorado em clima beligerante – Getty Imagens
Melo deixou a atual gestão, ainda em 2019, e Barcellos foi demitido, pois seria lançado candidato da oposição em eleições que ocorrem no final de novembro. O estopim do isolamento de Coudet foi quando passou a pedir contratações afirmando que o elenco Colorado é limitado.
Com isso, desagradou o executivo de futebol do Inter, Rodrigo Caetano, que não aceitou os apontamentos do técnico. Caetano deu a devolutiva a Coudet em entrevista ao qual destacou que o elenco “curto”, era culpa do argentino, que assim o montou.
Na entrevista, que Coudet não quis gravar para não tumultuar ainda mais o ambiente do clube, o argentino disse que dormiria tranquilo, pois não negociou nada. “El Chacho” ainda se disse surpreso com a imprensa gaúcha, indignado por especulações de que saiu de maneira “proposital”, para atender interesses específicos, ou que “existe algo por detrás” de seu desligamento.
Eduardo Coudet se sentiu desacreditado e finalizou a conversa com a jornalista dizendo: “a verdade no futebol, se sabe, sempre aparece”. Contudo, paira a dúvida no Gigante da Beira-Rio, pois apesar da negativa do técnico, o vice-presidente do Celta, Pedro Posada, confirmou a negociação com a proposta de um contrato até 2022.









