A FIFA aprovou, em reunião realizada nesta quinta-feira (19), uma nova regulamentação voltada ao futebol feminino. A entidade determinou que será obrigatória a presença de mulheres nas comissões técnicas de todas as equipes em competições organizadas por ela. A medida representa um avanço estrutural importante dentro do esporte. A nova regra já entra em vigor a partir de 2026. O objetivo central é ampliar a participação feminina em cargos técnicos.

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Com a nova diretriz, cada seleção ou clube deverá contar com ao menos duas mulheres no banco de reservas. Além disso, uma dessas profissionais precisará atuar obrigatoriamente como treinadora principal ou assistente técnica. A exigência será válida para todas as competições organizadas pela entidade. Isso inclui desde categorias de base até torneios principais do calendário internacional. A mudança busca criar um padrão mínimo de inclusão nas equipes.
A implementação da regra já tem cronograma definido pela FIFA. A exigência será aplicada nas Copas do Mundo Sub-20 e Sub-17 ainda nesta temporada. Além disso, também estará em vigor na Copa das Campeãs. A medida ganha ainda mais relevância por estar confirmada para a Copa do Mundo Feminina de 2027. A competição será disputada no Brasil e marcará um novo momento na organização do torneio.

Torcedora da Seleção. Foto: Ruano Carneiro/AGIF
Cenário atual expõe desigualdade
A decisão surge em um contexto de crescimento do futebol feminino em escala global. Apesar da evolução dentro de campo, a presença feminina nas comissões técnicas ainda é limitada. Um exemplo recente foi a Copa do Mundo de 2023. Na ocasião, apenas 12 das 32 seleções participantes tinham mulheres como treinadoras principais. O número evidencia a disparidade existente nos cargos de liderança.
A diretora de futebol da FIFA, Jill Ellis, comentou a nova determinação e destacou sua importância. Segundo ela, o cenário atual exige ações mais diretas para promover transformação. “Simplesmente não há mulheres suficientes na função de treinadora hoje. Devemos fazer mais para acelerar a mudança, criando caminhos mais claros, expandindo oportunidades e aumentando a visibilidade para as mulheres em nossas linhas laterais”, afirmou Jill. A fala reforça o compromisso da entidade com a pauta.
A obrigatoriedade faz parte de uma estratégia maior da FIFA para o desenvolvimento do futebol feminino. Entre as iniciativas estão investimentos em formação profissional e capacitação. A entidade também prevê bolsas de estudo e programas de mentoria. O objetivo é preparar mais mulheres para ocupar funções técnicas no esporte. A ação busca impacto sustentável a longo prazo.

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Mudança aponta para transformação estrutural
A nova regra representa um passo significativo na busca por maior equidade no futebol. Ao exigir presença feminina nas comissões técnicas, a FIFA estabelece um marco regulatório importante. A medida tende a influenciar federações e clubes ao redor do mundo. Além disso, fortalece a presença das mulheres fora das quatro linhas. O cenário indica uma transformação gradual, mas necessária, dentro do esporte.









