O Cruzeiro inicia a temporada com um cenário curioso no setor ofensivo. Apesar de contar com nove atacantes no elenco, apenas quatro tiveram participação direta em gols em 2026.

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Até aqui, a equipe marcou 17 gols em 11 partidas. Kaio Jorge é o principal responsável por sustentar os números, com seis gols, o que representa 35% de toda a produção ofensiva. Artilheiro do Campeonato Mineiro, ele se tornou a referência quase solitária em um setor que deveria ser mais distribuído.
Além dele, Wanderson balançou as redes duas vezes, enquanto Arroyo e Kaique Kenji marcaram uma cada. Outros jogadores como Matheus Pereira, Christian, Romero, Kauã Prates e Japa contribuíram para o time marcar, mas a participação direta de atacantes segue concentrada. Os números foram levantados pelo Ge.Globo.

MG – BELO HORIZONTE – 08/02/2026 – MINEIRO 2026, CRUZEIRO X AMERICA-MG – Kaio Jorge jogador do Cruzeiro comemora seu gol durante partida contra o America-MG no estadio Mineirao pelo campeonato Mineiro 2026. Foto: Fernando Moreno/AGIF
Departamento médico interfere na dinâmica
Parte dessa irregularidade passa pelas lesões. Três atacantes estão em recuperação no departamento médico. Marquinhos ainda não estreou na temporada por conta de uma lesão ligamentar no joelho esquerdo. Sinisterra e Chico da Costa também desfalcaram a equipe após problemas físicos nos primeiros compromissos do ano.
Villarreal e Kaique Kenji voltaram recentemente às atividades com o grupo, mas ainda buscam ritmo ideal. O cenário faz com que o técnico precise reorganizar constantemente o setor ofensivo, impedindo a consolidação de uma formação estável.
Reforços ainda não responderam
Entre os recém-contratados, nenhum conseguiu marcar até o momento. A expectativa criada na montagem do elenco ainda não se traduziu em impacto prático dentro de campo. O clube, inclusive, buscou mais uma alternativa ao anunciar o retorno de Bruno Rodrigues, que chega para ampliar as opções pelas pontas.

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Com um calendário exigente pela frente, o Cruzeiro tenta equilibrar o setor ofensivo e diminuir a dependência de poucos nomes. O desafio é transformar quantidade em efetividade e fazer com que o ataque, numeroso no papel, funcione também em campo.







