Depois de amargar uma derrota de virada na estreia do Campeonato Brasileiro, o Corinthians agora volta as atenções para este domingo (1º de fevereiro), às 16h, quando encara o Flamengo na final da Supercopa do Brasil 2026. O duelo será disputado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

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Campeão em 1991, o Timão busca seu segundo título na competição, enquanto o Rubro-Negro, tricampeão (2020, 2021 e 2025), busca sua quarta taça da Supercopa. E os cariocas poderão ter a reestreia de Lucas Paquetá, adquirido recentemente do West Ham (Inglaterra) por impressionantes R$ 260 milhões, e que poderá estrear neste confronto.
Paquetá retorna ao futebol brasileiro trazendo características que o colocam como peça central do jogo rubro-negro. Com muita qualidade técnica, visão de jogo apurada e ótimo controle em espaços curtos, o meia atua entrelinhas como poucos, acelerando a construção ofensiva.
Corinthians precisa reduzir os espaços de Paquetá
Além da criatividade, Paquetá também se destaca pela intensidade sem a bola. É um jogador que pisa na área, finaliza bem de média distância e não se furta ao combate físico. Sua leitura de jogo permite flutuações constantes, confundindo marcações e criando superioridade numérica pelo lado esquerdo ou pelo corredor central.
Para Dorival Júnior, o desafio do Corinthians passa por reduzir o tempo e o espaço do camisa 10 do Flamengo. A presença de Raniele como primeiro volante será fundamental para vigiar a zona central, enquanto André e Carrillo podem alternar encaixes curtos, evitando que Paquetá receba de frente para a defesa. Compactação será palavra-chave.

Outra alternativa é induzir Paquetá a jogar mais distante da área, forçando o Flamengo a circular a bola pelos lados. Com linhas próximas e cobertura constante dos laterais, o Corinthians pode neutralizar as infiltrações do meia e ganhar vantagem nos duelos físicos, especialmente com Gustavo Henrique e André Ramalho protegendo a área.
Caso tenha libertade, meia pode complicar o Timão
Caso esse plano não funcione, Paquetá pode se tornar um problema sério. Com liberdade para pensar o jogo, ele tende a atrair marcadores e abrir espaços para atacantes como Bruno Henrique e Pedro. Um simples descuido de posicionamento pode resultar em passes verticais letais ou finalizações de média distância.

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Sem um esquema bem ajustado, o Corinthians corre o risco de ser envolvido pelo ritmo imposto pelo meia flamenguista. Paquetá tem a capacidade de mudar o jogo em poucos toques, controlar o tempo da partida e empurrar o adversário para trás. Neutralizá-lo é, provavelmente, o ponto central para o Timão sonhar com o título.








