A Seleção Brasileira está fora da Copa do Mundo. Neste domingo (5), no MetLife Stadium, em East Rutherford, a equipe comandada por Carlo Ancelotti foi derrotada pela Noruega por 2 a 1, pelas oitavas de final, e deu adeus ao sonho do hexacampeonato. Erling Haaland marcou os dois gols da classificação norueguesa, aos 79 e 90 minutos. Neymar ainda descontou nos acréscimos, mas já era tarde demais.
O roteiro da partida foi cruel para o Brasil. A equipe criou mais oportunidades, desperdiçou um pênalti com Bruno Guimarães, terminou com um xG superior ao do adversário e finalizou mais vezes. Ainda assim, a Noruega mostrou eficiência nos momentos decisivos e encontrou nas substituições do técnico Ståle Solbakken o caminho para construir a classificação.
Defesa segura, ataque desperdiça oportunidades
Durante boa parte do confronto, a Seleção conseguiu controlar os espaços e reduzir o impacto ofensivo da Noruega. A defesa acumulou intervenções importantes, e o time teve momentos em que parecia próximo de conduzir a partida para um cenário favorável.
Mas o futebol costuma punir desperdícios. Bruno Guimarães perdeu um pênalti ainda no primeiro tempo, Endrick desperdiçou uma chance clara na etapa final e, quando a Noruega encontrou espaço após as mudanças no intervalo, Haaland resolveu a classificação.
Brasil
Bruno Guimarães – 2,0

Bruno Guimarães. Foto: Lars Baron/Getty Images
O volante terá dificuldades para esquecer esta partida. O pênalti desperdiçado diante de Nyland acabou se tornando o lance mais marcante da eliminação brasileira, especialmente pela importância do momento e pela forma como a cobrança foi executada.
A atuação também esteve abaixo do esperado em outros aspectos. Bruno teve pouca influência na construção ofensiva, errou decisões importantes e terminou uma Copa do Mundo muito distante do protagonismo que se esperava dele.
Endrick – 3,5

Endrick. Foto: Buda Mendes/Getty Images
Entrou com a missão de dar mais mobilidade ao ataque e, logo em sua primeira participação, recebeu uma oportunidade clara para mudar o rumo da partida. Cara a cara com Nyland, porém, finalizou mal e desperdiçou uma das melhores chances do Brasil.
O lance acabou definindo sua avaliação. Apesar da movimentação e da participação em outras jogadas ofensivas, deixou o gramado com a sensação de que teve nos pés a chance de alterar a história da eliminação.
Gabriel Magalhães – 4,0

Gabriel Magalhães. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
O zagueiro trabalhou bastante durante a partida e liderou a equipe em cortes defensivos. Durante muitos momentos, conseguiu competir fisicamente e ajudou a sustentar a resistência brasileira diante da posse norueguesa.
No entanto, o duelo decisivo com Haaland no primeiro gol pesa de forma determinante. O atacante venceu pelo alto justamente na jogada que mudou o panorama da classificação.
Casemiro – 4,5

Casemiro. Foto: Alex Slitz/Getty Images
O volante tentou manter a equipe competitiva e participou de ações importantes tanto defensivamente quanto no apoio ao ataque. Sua presença física continuou sendo um fator relevante em vários momentos do confronto.
Ainda assim, faltou ao Brasil justamente a liderança e o controle que normalmente se esperam de Casemiro em partidas eliminatórias. O meio-campo perdeu força na reta final, e ele não conseguiu evitar a queda de rendimento coletiva.
Éderson – 4,5

Éderson. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Entrou na segunda etapa para tentar dar novo fôlego ao meio-campo brasileiro, mas teve pouco tempo para influenciar a partida. Sua participação acabou sendo discreta e sem impacto relevante na construção ofensiva.
No lance do primeiro gol norueguês, poderia ter reduzido melhor o espaço para o cruzamento. Com a bola nos pés, também participou pouco do jogo.
Alisson – 5,0

Alisson. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
O goleiro fez intervenções importantes durante boa parte da partida e ajudou a manter a sensação de que o Brasil conseguiria sobreviver à pressão norueguesa. Em momentos decisivos, apareceu para evitar situações de grande perigo.
No entanto, terminou a noite com dois gols sofridos e sem conseguir realizar a defesa que poderia mudar o destino da classificação. Embora não tenha falhado diretamente, acabou superado nos lances mais importantes.
Marquinhos – 5,0

Marquinhos. Foto: Alex Slitz/Getty Images
O capitão brasileiro fez uma partida consistente durante grande parte do confronto e participou do esforço defensivo que segurou a Noruega por muitos minutos. Também venceu a maioria dos seus duelos individuais.
Mas a reta final comprometeu sua avaliação. A defesa brasileira não conseguiu resistir quando a pressão aumentou, e isso inevitavelmente pesa sobre quem comandava o setor.
Matheus Cunha – 5,0

Matheus Cunha. Foto: Elsa/Getty Images
Foi protagonista no lance do pênalti sofrido ainda no início da partida, mostrando velocidade e boa leitura para atacar o espaço. A jogada originou a melhor oportunidade brasileira no jogo.
Depois disso, porém, sua influência diminuiu bastante. Participou menos do ataque do que em outras partidas da Copa e acabou substituído sem conseguir deixar marca mais significativa.
Rayan – 5,5

Rayan. Foto: Robert Cianflone/Getty Images
O jovem atacante demonstrou disposição e procurou participar das ações ofensivas. Conseguiu finalizar e esteve envolvido em lances importantes, incluindo a jogada que originou o primeiro pênalti brasileiro.
Apesar disso, faltou personalidade em alguns momentos para assumir maior protagonismo. Ainda assim, reforçou a impressão de que possui potencial para ser uma peça importante da Seleção nos próximos anos.
Vinícius Júnior – 5,5

Vinícius Jr. Foto: Lars Baron/Getty Images
Vini participou de algumas das melhores jogadas ofensivas do Brasil e foi responsável pelo passe que deixou Endrick diante do goleiro. Também criou situações de perigo e tentou acelerar o ataque brasileiro.
Por outro lado, faltou a decisão que costuma marcar suas melhores atuações. Participou bastante, mas não conseguiu transformar sua produção em números efetivos.
Danilo Santos – 6,0

Danilo Santos. Foto: Wagner Meier/Getty Images
Entrou na reta final e teve uma participação discreta, porém segura. Conseguiu ajudar defensivamente, realizando um desarme, e não comprometeu em um momento de grande pressão.
Não teve nenhuma oportunidade clara que pudesse influenciar de forma ofensiva, terminou a partida com uma atuação correta dentro do cenário complicado da reta final da partida.
Danilo – 6,5

Danilo. Foto: Dan Mullan/Getty Images
Foi um dos jogadores mais consistentes do sistema defensivo brasileiro. Participou intensamente dos duelos e respondeu bem à maioria das situações de pressão pelo lado direito.
Apesar de alguns erros técnicos e da participação indireta no segundo gol, sustentou um nível competitivo superior ao de boa parte dos companheiros durante a partida.
Douglas Santos – 6,5

Douglas Santos. Foto: Lars Baron/Getty Images
O lateral teve mais uma atuação segura e confirmou a regularidade apresentada ao longo da Copa do Mundo. Defensivamente, respondeu bem aos desafios e manteve equilíbrio durante grande parte do confronto.
No apoio ao ataque, participou pouco, mas também não comprometeu. Em uma noite de poucos destaques positivos, entregou uma atuação sólida. Em números, realizou três desarmes e fez três cortes.
Neymar – 6,5

Neymar. Foto: Megan Briggs/Getty Images
Entrou quando a partida ainda estava empatada e trouxe maior peso técnico ao setor ofensivo. Sua presença aumentou a expectativa de uma jogada decisiva nos minutos finais.
O gol marcado nos acréscimos evita uma avaliação mais baixa, embora tenha servido apenas para reduzir o prejuízo. Em sua provável despedida de Copas, teve participação discreta.
Gabriel Martinelli – 7,0

Gabriel Martinelli. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Escalado em uma função diferente da habitual, Martinelli respondeu bem ao desafio proposto por Ancelotti. Demonstrou mobilidade, intensidade e ajudou tanto na recomposição quanto na construção ofensiva.
Mesmo sem finalizar, foi um dos jogadores brasileiros mais participativos da partida. Sua entrega e movimentação fizeram dele um dos poucos destaques positivos da equipe.
Técnico: Carlo Ancelotti – 4,5

Carlo Ancelotti. Foto: Buda Mendes/Getty Images
A proposta inicial de jogo apresentou algumas ideias interessantes, especialmente com Martinelli atuando por dentro. Durante boa parte da partida, o Brasil conseguiu competir e criar oportunidades suficientes para vencer.
No entanto, a falta de eficiência ofensiva e a piora coletiva após as substituições acabaram pesando contra o treinador. A Noruega respondeu melhor às mudanças, e a eliminação também passou pelas decisões tomadas à beira do campo.
Noruega
A Noruega foi mais eficiente e encontrou seus protagonistas justamente nos momentos decisivos da partida. Mesmo finalizando menos e produzindo um volume ofensivo inferior ao do Brasil, a equipe soube suportar a pressão e aproveitou as oportunidades quando elas apareceram.
As mudanças promovidas por Ståle Solbakken no intervalo alteraram completamente o panorama do jogo. Com Schjelderup e Oscar Bobb em campo, a seleção europeia ganhou agressividade e encontrou o caminho para construir a classificação.
Julian Ryerson – 5,5

Ryerson. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
O lateral teve uma atuação discreta e passou a maior parte da partida preocupado em controlar as investidas brasileiras pelo seu setor. Cumpriu tarefas defensivas sem grande destaque individual.
A substituição no segundo tempo também ajuda a explicar uma nota mais modesta. Não comprometeu, mas esteve longe de ser um dos protagonistas da classificação.
Kristoffer Ajer – 5,5

Ajer. Foto: Mattia Ozbot/Getty Images
O defensor carregou o peso de cometer o pênalti sobre Matheus Cunha, lance que poderia ter mudado completamente a história da partida caso Bruno Guimarães convertesse a cobrança.
Apesar do erro, conseguiu se recuperar ao longo do jogo e participou de uma atuação defensiva coletiva que resistiu à pressão brasileira até os minutos decisivos.
Antonio Nusa – 5,5

Nusa. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Escalado no ataque, participou de um primeiro tempo bastante travado da Noruega e teve dificuldades para encontrar espaços diante da marcação brasileira.
A substituição no intervalo refletiu a necessidade de mudança de postura da equipe. Sua participação acabou sendo discreta e sem grande impacto ofensivo.
Alexander Sorloth – 5,5

Sörloth. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
O atacante também deixou o gramado no intervalo depois de uma atuação apagada. Participou pouco das ações ofensivas e não conseguiu transformar a posse norueguesa em situações reais de perigo.
A troca promovida por Solbakken mostrou que a equipe precisava de outra dinâmica no ataque, algo que acabou acontecendo na etapa final, quando saíram os gols de Haaland.
David Moller Wolfe – 6,0

Wolfe. Foto: Al Bello/Getty Images
O lateral esquerdo fez uma partida equilibrada e contribuiu para a consistência defensiva da Noruega. Sem grandes oscilações, conseguiu cumprir bem suas funções ao longo do confronto.
Ofensivamente apareceu pouco, mas também não permitiu que o Brasil transformasse seu setor em uma fonte constante de oportunidades. Cumpriu bem o seu papel.
Fredrik Aursnes – 6,0

Aursnes. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Entrou na reta final para reforçar o meio-campo e ajudar a equipe a administrar a vantagem conquistada. Sua participação foi discreta, mas funcional. Não cometeu erros que pudem comprometer.
Sem grande protagonismo individual, não participou de lances decisivos, mas colaborou para que a Noruega mantivesse maior controle nos minutos finais da partida, quando o Brasil criou algumas oportunidades.
Leo Ostigard – 6,0

Östigard. Foto: Trond Tandberg/Getty Images
Foi acionado em um momento de pressão brasileira e cumpriu a missão de aumentar a proteção defensiva da equipe. Participou pouco, mas apareceu quando necessário.
Mesmo sem grande volume de ações, ajudou a Noruega a suportar os minutos finais até a confirmação da classificação. Contribuiu para que o Brasil não conseguisse o empate.
Patrick Berg – 6,5

Berg. Foto: Buda Mendes/Getty Images
O volante teve papel importante no equilíbrio do meio-campo norueguês. Trabalhou bastante sem a bola e ajudou a proteger a defesa durante os momentos de maior pressão brasileira.
Sua atuação talvez não tenha chamado tanta atenção, mas foi fundamental para o funcionamento coletivo da equipe. Em números, contribuiu com três desarmes durante a partida.
Oscar Bobb – 6,5

Bobb. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
A entrada no intervalo ajudou a transformar o comportamento ofensivo da Noruega. Com mais mobilidade e intensidade, contribuiu para que a equipe passasse a ameaçar com maior frequência.
Mesmo sem participação direta nos gols, fez parte da melhora coletiva que mudou o rumo da partida no segundo tempo. Sua entrada teve menos impacto do que a de Schjelderup.
Torbjorn Heggem – 7,0

Heggem. Foto: Mattia Ozbot/Getty Images
O zagueiro foi um dos pilares defensivos da classificação norueguesa. Durante a partida, acumulou seis cortes, dois bloqueios e conseguiu responder bem à pressão ofensiva do Brasil.
Sem o protagonismo de Haaland ou Nyland, construiu uma atuação muito consistente e importante para o resultado final. Foi um dos responsáveis por manter a competitividade da equipe.
Martin Odegaard – 7,0

Ödegaard. Foto: Elsa/Getty Images
O capitão foi o responsável por comandar tecnicamente a equipe durante boa parte do jogo. Participou da circulação de bola e ajudou a controlar o ritmo da partida.
No ataque, teve três finalizações, sendo uma no alvo. Mesmo sem participação direta nos gols, teve influência importante nos momentos em que a Noruega conseguiu esfriar a pressão brasileira.
Sander Berge – 7,5

Berge. Foto: Elsa/Getty Images
Foi uma das peças mais importantes do meio-campo norueguês. Sua capacidade de controlar a posse e distribuir o jogo deu estabilidade à equipe durante toda a partida.
Sem aparecer tanto próximo da área, entregou uma atuação de enorme valor coletivo e ajudou a Noruega a permanecer organizada nos momentos mais difíceis.
Orjan Nyland – 8,5

Nyland. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
O goleiro foi decisivo para a classificação. A defesa do pênalti cobrado por Bruno Guimarães alterou completamente o roteiro da partida e manteve a equipe viva no confronto.
Além da cobrança defendida, apareceu em outros momentos importantes, principalmente na reta final do duelo, e confirmou uma atuação de alto nível em uma partida eliminatória.
Andreas Schjelderup – 9,0

Schjelderup. Foto: Al Bello/Getty Images
Entrou no intervalo e mudou completamente a história do jogo. Participou diretamente dos dois gols de Haaland e deu à Noruega a agressividade ofensiva que faltava.
As duas assistências mostraram qualidade técnica, inteligência e personalidade. Foi, sem dúvida, o substituto mais decisivo da partida, sabendo ler a partida de forma bastante precisa.
Erling Haaland – 9,5

Haaland. Foto: Al Bello/Getty Images
O atacante apareceu exatamente quando a Noruega mais precisava. Depois de um jogo de poucas oportunidades, mostrou mais uma vez por que é um dos grandes finalizadores do futebol mundial.
Foram dois gols nos minutos finais, o primeiro após vencer duelo com Gabriel Magalhães e o segundo, em chute rasteiro. Decidiu a classificação praticamente sozinho e transformou uma atuação discreta em uma exibição histórica.
Técnico: Ståle Solbakken – 8,5

Staale Solbakken. Foto: Lars Baron/Getty Images
O treinador foi decisivo na classificação. As mudanças feitas no intervalo mudaram completamente a postura ofensiva da Noruega e aumentaram o poder de decisão da equipe.
Schjelderup e Oscar Bobb alteraram o rumo da partida, e Solbakken terminou o confronto com a imagem de um técnico que venceu também nas escolhas feitas à beira do campo.





