Experiência internacional, capacidade ofensiva e cenário atual da lateral direita pesam na decisão
Se a decisão fosse minha, convocaria Vanderson mesmo com a previsão de retorno de sua lesão apenas para o início de junho. Pode parecer arriscado à primeira vista, mas o contexto da posição e o nível de desempenho recente justificam essa escolha pensando em Copa do Mundo.
Nos bastidores, o que se sabe é que tanto o jogador quanto o AS Monaco estão trabalhando intensamente para acelerar a recuperação. Não é uma situação de incerteza total, mas sim de gestão de tempo e planejamento, algo comum em ano de Mundial.
E quando olhamos para as alternativas, o cenário reforça essa decisão. Wesley não conseguiu convencer nas oportunidades que teve com a Seleção Brasileira, especialmente em jogos de maior exigência, como na derrota pesada para a Argentina.
O que Vanderson oferece que hoje falta
Vanderson tem um diferencial claro: sua capacidade ofensiva. É um lateral que atua muitas vezes como um ala avançado, quase um segundo extremo, dando profundidade, amplitude e agressividade ao setor direito. Esse tipo de característica é cada vez mais essencial no futebol moderno.
Além disso, ele já está acostumado com jogos grandes. Enfrentar Paris Saint-Germain em nível de UEFA Champions League não é para qualquer um – e Vanderson respondeu bem. Isso pesa muito mais do que atuações inconsistentes em nível de Seleção.
Você levaria Vanderson mesmo voltando de lesão?
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A questão não é apenas o momento físico, mas o que cada jogador pode entregar em nível de Copa. E nesse ponto, Vanderson está à frente.
Decisão exige coragem – e leitura de cenário
Convocar Vanderson é, sim, uma decisão que exige coragem. Mas Copa do Mundo não é lugar para escolhas conservadoras baseadas apenas no momento imediato. É preciso olhar para o potencial de entrega, experiência e capacidade de decidir em alto nível.
Por tudo isso, eu levaria Vanderson. Porque, quando estiver disponível, ele pode oferecer algo que hoje falta à Seleção: profundidade, agressividade ofensiva e experiência contra os melhores do mundo. E há mais um ponto importante: no amistoso contra a Croácia, o técnico Carlo Ancelotti optou por improvisar Ibañez na lateral direita, ao invés de utilizar Danilo, que é da posição. A escolha, muito ligada à questão física e de intensidade, reforça ainda mais a necessidade de uma alternativa confiável e pronta para jogos de alto nível – exatamente o perfil de Vanderson.





