A sequência de lesões no lado direito da Seleção Brasileira virou um problema central para Carlo Ancelotti durante a Copa do Mundo. Em poucos meses, o treinador perdeu peças importantes e viu o setor se transformar no principal foco de preocupação da comissão técnica.
O caso mais recente é o de Raphinha. Titular absoluto do ataque, o jogador sofreu lesão muscular na parte posterior da coxa direita durante o jogo contra o Haiti, na última sexta-feira (19), e já iniciou tratamento intensivo.
Antes dele, o Brasil já havia perdido nomes importantes. Éder Militão, considerado peça-chave pela versatilidade defensiva, sofreu lesão grave e ficou fora da competição, enquanto Estêvão também foi descartado após problema muscular que o tirou dos planos finais.
Com tantas baixas no lado direito, quem deve ganhar mais espaço na Seleção?
Com tantas baixas no lado direito, quem deve ganhar mais espaço na Seleção?
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Ancelotti perde opções e improvisa soluções no setor
A situação se agravou ainda na reta final de preparação. Wesley, que aparecia como alternativa para a lateral direita, sentiu lesão muscular em amistoso e acabou cortado da lista, reduzindo ainda mais as opções do treinador.
Com isso, Ancelotti passou a recorrer a adaptações. Danilo ganhou espaço na lateral direita, enquanto Ibañez passou a ser utilizado como opção híbrida, atuando tanto na defesa quanto pelo corredor direito quando necessário.
No ataque, o cenário também mudou. Sem Estêvão e agora com a dúvida sobre Raphinha, jovens como Rayan passaram a ser observados, enquanto Luiz Henrique surge como alternativa mais experiente para ocupar o setor.

PHILADELPHIA, PENNSYLVANIA – JUNE 19: Raphinha #11 of Brazil reacts alongside Carlo Ancelotti, Head Coach of Brazil, as he leaves the pitch with an injury during the FIFA World Cup 2026 Group C match between Brazil and Haiti at Philadelphia Stadium on June 19, 2026 in Philadelphia, Pennsylvania. (Photo by Dan Mullan/Getty Images)
Ajustes táticos e novas alternativas ofensivas
Entre as possibilidades estudadas pela comissão técnica está o uso de Endrick aberto pelo lado direito, o que daria mais mobilidade ao ataque e permitiria variações táticas durante os jogos da Seleção.
Com a classificação ainda em disputa na fase de grupos, o Brasil chega à reta final da primeira fase tentando reorganizar o setor mais afetado por lesões. Ancelotti agora precisa transformar improvisos em soluções consistentes para seguir vivo na Copa.






