No Campeonato Brasileiro de 2020, o São Paulo chegou a liderar a competição com sete pontos de vantagem em relação ao vice-líder. O time tinha tudo para sagrar-se campeão, mas acabou perdendo muitos pontos a partir da 28ª rodada, na derrota por 4 a 2 para o RB Bragantino, em Bragança Paulista. Naquele jogo, uma polêmica entre o meio-campo Tchê Tchê e o técnico Fernando Diniz acabou vindo à tona.
Além de chamar o atual jogador do Atlético-MG de “ingrato”, Diniz ainda disse que ele era “perninha” e “mascaradinho”. O episódio gerou muita discussão nas redes sociais, e levantou a dúvida de que o ambiente no São Paulo poderia estar ruim, acarretando na queda de desempenho no Campeonato Brasileiro.
Em entrevista ao podcast Podpah, concedida nesta terça-feira (31), Tchê Tchê disse que não encontrou apoio no clube: “Ninguém me protegeu no clube, ninguém tomou a frente no ‘bagulho’. Simplesmente, “ah, aconteceu, é o pai dele”, tá ligado? Eu não tenho pai nenhum no futebol. Eu fiz o ‘bagulho’ acontecer desde o início. Ninguém fez favor para mim”.
O volante ainda afirma que não levou “numa boa” a situação com Diniz: “Não foi um negócio saudável para mim. Eu fiquei com muita raiva. Uma raiva incontrolável. E daí que eu falo que Deus é muito bom, porque no final das contas eu agi da maneira certa e as coisas continuaram dando certo para mim. Eu não precisava virar para o cara e xingar”.
Tchê Tchê ainda afirma que o episódio respingou no extracampo, em sua situação anímica: “Você chegar em casa, todo mundo mal, seu pai te ligar chorando. É totalmente na contramão dos princípios que eu fui criado. Não sou mala, não sou perna, não sou arrogante. Ele (Diniz) foi mal naquilo, ele foi mal”.




