Há cerca de um mês, vazava áudio de Muricy Ramalho nos bastidores do São Paulo em tom de desabafo após a pior campanha do clube no Campeonato Brasileiro de pontos corridos. O coordenador técnico colocava seu cargo e de Rogério Ceni em xeque, especialmente com a falta de perspectiva para reforços. A temporada 2022 veio e o panorama mudou positivamente.
O São Paulo já conseguiu anunciar reforços interessantes, como os meias-atacantes Nikão, Patrick e Alisson, o lateral-direito Rafinha e o goleiro Jandrei. Além disso, nomes como Liziero, Bruno Alves, Benítez, William, Galeano, Lucas Perri, Orejuela, Rodrigo Freitas e Rojas já deixaram o clube. Os próximos da “barca” são Pablo, Vitor Bueno e Éder, o que fará o Tricolor enxugar sua folha para a temporada.

Em entrevista ao colega Mauro Cezar Pereira, blogueiro do UOL Esporte, o diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, opinou sobre o que mudou na assertividade do clube no mercado da bola. Como o Tricolor, mesmo com pouquíssimo investimento, conseguiu alterar o panorama protestado por Muricy?
Belmonte esclarece que, se o áudio de Muricy não tivesse vazado, a política do clube seria a mesma que a de 2022 no mercado da bola.“O áudio do Muricy, que hoje é um grande amigo, não mudou nossa postura. Fomos atrás de oportunidades de mercado e tiramos muitos atletas do elenco para tentar manter a folha equilibrada”, avalia o dirigente.
“A possibilidade de investidores, o crescimento dos patrocínios e a redução da folha. Mas nada significativo. O investimento mais robusto, mas mesmo assim pequeno para a realidade do futebol atual, foi o Nikão”, complementou Belmonte, fazendo alusão ao meia ex-Athletico que assinará vínculo até o fim de 2024, com possibilidade de extensão por mais uma temporada.





