O Santos procura, em São Paulo, um endereço que ainda não encontrou. O tradicional Estádio do Pacaembu, por ora, está fora do jogo — não por falta de história, mas por falta de papel. Com a documentação incompleta, a burocracia impede a bola de rolar para o Peixe no Paca. Diante disso, a diretoria Alvinegra estuda a possibilidade de atuar no Estádio do Complexo do Ibirapuera.

Complexo do Ibirapuera poderá ser a casa do Peixe em SP – Foto: Governo de SP/Divulgação
Complexo do Ibirapuera poderá ser a casa do Peixe em SP – Foto: Governo de SP/Divulgação

Não é exatamente uma solução óbvia, mas é o que há no momento. O Governo de São Paulo abriu por um mês uma consulta pública para receber sugestões sobre melhorias nas áreas não só do Ibirapuera, mas também da Vila Olímpica Mário Covas, antes da proposta pela concessão dos espaços.

Atualmente, o complexo está em reforma, com investimento estimado em R$ 70 milhões – o estádio será modernizado com novos assentos, telões e outras melhorias. Desta forma, o presidente Marcelo Teixeira já deu sinais ao Palácio dos Bandeirantes (sede do governo), que o Alvinegro Praiano pretende entrar na disputa para utilizar as duas áreas. A informação é do Globo Esporte.

Plano ousado também inclui as categorias de base na Vila Olímpica

O Complexo do Ibirapuera abriga o Estádio Ícaro de Castro Mello, arena modesta, para cerca de 13 mil pessoas — dimensão que diz muito sobre as ambições possíveis. O plano é simples: mandar ali os jogos do elenco profissional enquanto a Vila Belmiro passa por obras.

O Ibirapuera aparece como alternativa ao já descartado plano do Estádio do Pacaembu. A parceria com a nova administradora do velho estádio paulistano não saiu do papel — e, pior, não há sinal claro de que sairá. Diante disso, o Santos Futebol Clube se vê diante de uma exigência básica, quase burocrática: é preciso ter um estádio devidamente documentado antes de dar início a eventuais obras — inclusive a demolição da Vila Belmiro.

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A Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo fala em “qualificar o uso” dos espaços — expressão elegante para dizer que é preciso dar função, e alguma relevância, ao Complexo do Ibirapuera. A aposta é no esporte de alto nível, nesse cenário, o Peixe surge não apenas como interessado, mas como candidato plausível à concessão das áreas.

No caso da Vila Olímpica, o plano é transformá-la em base de trabalho para as categorias inferiores. Já que no clube, acredita-se que é preciso abrir mais espaços além do CT Meninos da Vila e do CT Rei Pelé.

Plano pode ser alternativa para a demolição de Vila Belmiro

Marcelo Teixeira traça planos para quando a Vila estiver em obras. Foto: Mauricio De Souza/AGIF

O Peixe trabalha com um horizonte que mistura pressa e espera. A expectativa é concluir ainda neste semestre as negociações com a WTorre para a nova arena — passo indispensável para destravar o que vem depois. Só então será possível avançar nos trâmites, palavra que, no Brasil, costuma significar um percurso longo e sinuoso, até a demolição da Vila Belmiro. A projeção fala em até quatro anos de obra.