A pressão cresce nos corredores da Santos e o nome de Juan Pablo Vojvoda, treinador argentino da equipe, passou a frequentar o centro das discussões internas.

O comandante chega ao duelo contra o Vasco da Gama sob ameaça real, em um cenário que escancara não apenas o momento atual, mas também um histórico recente de instabilidade no comando técnico do Peixe.
Comparação expõe diferença de aproveitamento
Um levantamento do Espião Estatístico do ge.globo ajuda a dimensionar o tamanho do problema. Desde 2016, 19 treinadores passaram pelo banco santista, número que por si só revela a dificuldade do clube em sustentar projetos a médio prazo.
Dentro desse recorte, Vojvoda aparece apenas como o 12º melhor aproveitamento, índice que o coloca no bloco intermediário para baixo de uma lista marcada por altos e baixos. Se o recorte considerar apenas a temporada atual, o alerta é ainda mais evidente.
Com 36% de aproveitamento em 2026, somando estadual e Brasileiro, o Santos teria campanha de lanterna da Série A. O desempenho é inferior ao de equipes como Vasco e Mirassol, enquanto o parâmetro mais alto do país hoje é o Fluminense Football Club, que alcançou 84,8% dos pontos disputados no ano.
No acumulado geral, incluindo partidas de 2025, Vojvoda soma 43,3% de aproveitamento em 30 jogos, com nove vitórias, 12 empates e nove derrotas. O número é ligeiramente superior ao de Pedro Caixinha e Cleber Xavier, mas ainda distante dos técnicos que conseguiram dar alguma estabilidade recente ao clube.
A comparação com Dorival Júnior é inevitável e simbólica. Líder do ranking com 63,41% em 92 partidas, Dorival foi o último a conquistar um título pelo Santos, o Paulista de 2016. Mais do que os números frios, sua passagem representou continuidade, identidade de jogo e respaldo interno, algo que Vojvoda ainda não conseguiu consolidar em Vila Belmiro.
Outros entregaram ao menos campanha de impacto
Outros nomes que figuram no topo, como Jorge Sampaoli e Fábio Carille, também tiveram respaldo por períodos mais longos e entregaram campanhas de impacto, como o vice-campeonato brasileiro de 2019 e o título da Série B.
Vojvoda, por enquanto, vive o oposto. Em 2026, são três vitórias, quatro empates e cinco derrotas em 12 partidas, desempenho que alimenta a desconfiança da torcida e aumenta a sensação de urgência.
O duelo contra o Vasco, portanto, representa mais do que três pontos. É a chance de Vojvoda alterar a própria curva estatística e tentar se aproximar dos nomes que conseguiram deixar legado no Santos.