No último domingo (8), o Palmeiras encarou o Novorizontino na final do Campeonato Paulista e cravou seu 27.º título da competição, Depois de um ano de seca de títulos, algo inusitado da era Abel Ferreira, o treinador com maior número de títulos do Palestra desabafou e pediu união, além de criticar o que acredita ser uma desvalorização do trabalho feito no ano passado.

O comandante Alviverde abordou as críticas sofridas pelas equipe e relembrou a goleada amargada diante do próprio Novorizontino como exemplo da resiliência que marca o Palmeiras.
“Esse ano mesmo (tivemos críticas). Quando perdemos de 4 a 0 aqui, parecia o fim do mundo, mas fim do mundo para quem? Imprensa? Torcida? Quando jogamos juntos, a torcida, organizadas, o time, somos muito mais fortes. Não precisamos ir para o ano passado, neste ano mesmo. Nós mantemos sempre o caminho, precisamos jogar juntos por um bem maior do que nós”, cravou o técnico, em entrevista ao Globo Esporte.
Para o treinador, o título é o resultado do trabalho de uma equipe consistente que, em sua opinião, é a que mais apresenta tal característica no futebol brasileiro. Neste contexto Abel ponderou os tropeços do ano passado.
Consistência é a marca do Palmeiras
“Se tiver em conta só a análise dos títulos, tenho que concordar contigo, ano passado não ganhamos nenhum. Mas se valer a consistência do trabalho, consistência da equipe, competitividade, tenho que te dizer que fomos a equipe mais consistente ao longo dos últimos anos”, desabafou o técnico português.
“Eu não posso prometer títulos, porque do outro lado também tem equipes com qualidade, grandes treinadores. Não posso desvalorizar o trabalho que foi feito no ano passado, no Paulistão, não posso desvalorizar a Libertadores do ano passado”, completou.
Para finalizar, o treinador do Maior Campeão do Brasil comentou sobre a dolorosa derrota de 2025: “Não tem como, era um cartão vermelho que deveria ter sido dado e não deu, embora a nossa presidente não goste que falem nisso. De fato, a nossa performance teria que ter sido melhor, mas está lá, tudo certo, ficamos em segundo”.
Treinador mandou recado sobre resilência do elenco palestrino
“Agora, chegar no final do ano e dizer que o ano é ruim, lamento quem pensa assim. Costumo dizer que nos últimos anos fomos altamente consistentes, altamente resilientes, tivemos noites mágicas. Vamos ganhar e perder, o futebol é como a vida, não é só comer pudim, às vezes vamos comer um torresmo. Não é por isso que somos melhores ou piores, a nossa consistência é essa. É uma atitude de não desistir, ser resiliente”, concluíu.