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OPINIÃO

Empate expõe previsibilidade do Grêmio e levanta questionamentos táticos

Empate contra o Remo expõe falta de variação tática e previsibilidade do Grêmio.

Foto: Maxi Franzoi/AGIF
© Maxi Franzoi/AGIFFoto: Maxi Franzoi/AGIF

Equipe insiste em jogadas pelos lados, carece de variação e volta a oscilar dentro da Arena

O empate do Grêmio diante do Remo, na Arena, deixa mais perguntas do que respostas. Não pelo resultado em si, mas pela forma como a equipe se comporta em campo: previsível, repetitiva e com pouca variação ofensiva.

O roteiro se repete jogo após jogo. A bola circula de um lado ao outro, chega aos extremos, busca o um contra um e termina em cruzamento na área. É um padrão claro, fácil de identificar – e, principalmente, fácil de marcar para qualquer adversário minimamente organizado.

Após a partida, questionei Pedro Gabriel sobre isso, e ele destacou que o time joga de acordo com o adversário. Mas o que se vê dentro de campo é diferente: independentemente de quem esteja do outro lado, o Grêmio insiste nas mesmas jogadas pelos flancos, sem conseguir diversificar.

Falta jogo por dentro – e sobra repetição

O que mais chama atenção é a ausência de construção pelo meio. Falta triangulação, falta aproximação, falta jogada trabalhada. Carlos Vinícius poderia ser mais utilizado como pivô, segurando a bola para quem vem de trás como elemento surpresa, mas isso pouco acontece.

Também não se vê movimentos coordenados: diagonais dos extremos, infiltração de volantes, tabelas curtas. O time raramente surpreende. Soma-se a isso o alto número de cruzamentos errados e escanteios mal executados, o que reforça ainda mais a limitação ofensiva atual.

O Grêmio precisa mudar o esquema tático?

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Diante desse cenário, surge uma pergunta inevitável: o problema são os jogadores ou a formatação tática? Já passaram discussões por diferentes nomes no meio-campo, mas o desenho do time segue o mesmo.

Hora de repensar o modelo – sem perder a confiança

Na minha visão, está na hora de testar algo diferente. Dois meias mais apoiados, próximos, poderiam dar ao Grêmio mais fluidez, mais tabelas e mais presença pelo centro do campo. Isso abriria espaço para infiltrações e diminuiria a dependência excessiva dos lados.

Sigo acreditando no trabalho de Luís Castro e na comissão técnica. O time tem entrega, luta e atitude – isso é inegável. Mas futebol também exige solução tática. E hoje, o Grêmio precisa de mais coragem para variar, buscar alternativas e, principalmente, ganhar regularidade. Com o clássico Gre-Nal no horizonte, pontuar fora de casa deixa de ser apenas importante – passa a ser essencial para recuperar o que foi perdido dentro da Arena.