Quando a Copa do Brasil provou que tem emoção e imprevisibilidade
Com o fenômeno da Copa do Brasil definitivamente inserido na cultura do povo brasileiro, o torneio passou a ser uma obsessão para muitos clubes. Além do título de expressão e da premiação fora de série, há também uma vaga direta para a Libertadores.
Nesse contexto, os gigantes já viveram grandes momentos, com viradas, goleadas ou mesmo partidas disputadíssimas. Relembre com a gente os jogos históricos do torneio ao longo desses 35 anos.
Clássicos inesquecíveis
Flamengo x Vasco 2006, final: Depois de duas zebras históricas vividas por Santo André e Paulista, a Copa do Brasil teve um clássico carioca de grande magnitude valendo a taça em 2006. Sem sofrer gols, o Mengão passou pelo Vasco e ergueu mais um caneco com duas vitórias (2 a 0 na ida e 1 a 0 na volta) no Maracanã.
Atlético x Cruzeiro 2014, final: Em busca do inédito título no torneio, o Galo já vinha desafiando a lógica com duas viradas incríveis contra Corinthians e Flamengo. Na decisão contra seu maior rival, a Raposa, o Atlético também teve vida mais tranquila, vencendo as duas partidas sem grande incômodo. Vale lembrar que o Cruzeiro era o bicampeão brasileiro na ocasião.
Palmeiras x Santos 2015, final: Mas se você gosta de lembrar de decisões que testaram o coração das torcidas, esta talvez seja uma das maiores da Copa do Brasil. Na ida, o Verdão foi dominado pelo Peixe na Vila, de forma que o placar de 1 a 0 tenha ficado barato, com gols perdidos pelos donos da casa. Na volta, 2 a 1 (Dudu 2x) para os palmeirenses. Nos pênaltis, Fernando Prass saiu como herói defendendo um chute e marcando o gol do título.
Viradas memoráveis
Atlético Mineiro x Corinthians 2014, quartas: A caminho do seu título inédito, o Galo enfrentou algumas pedreiras. Forte nos jogos de volta, a equipe mineira voltou de São Paulo com uma derrota por 2 a 0 e a certeza do troco. Mas ninguém podia esperar um 4 a 1, de virada, na volta. O Atlético atropelou e emocionou para ficar com a vaga nas semifinais.
Palmeiras x Flamengo 1999, quartas: Antes do título histórico da Libertadores, o Verdão quase beliscou uma taça nacional. Nas quartas da Copa do Brasil, enfrentou o Flamengo e voltou do Rio com uma derrota por 2 a 1. A coisa piorou quando o Fla abriu o placar. Mesmo com o empate, os cariocas passaram novamente à frente, por 2 a 1. Eis que o Palmeiras ressurgiu e com show de Euller buscou o 4 a 2 para festejar. A arrancada, porém, parou no Botafogo, nas semifinais.
Sport x Corinthians 2008, final: Provavelmente a saga mais saborosa da história do Sport, a conquista nacional de 2008 peitou um Corinthians que estava ferido pelo rebaixamento. O Timão venceu na ida por 3 a 1 e ficou tranquilo para a volta na Ilha do Retiro. O Leão armou um clima de guerra e conseguiu vencer por 2 a 0, faturando o título e chocando o país com um futebol agressivo.
Gols decisivos que marcaram
Luciano Henrique, Sport x Corinthians 2008: Depois de abrir o placar na Ilha do Retiro na volta da decisão contra o Corinthians, o Sport buscou o segundo, que lhe rendeu o título. E o lance foi peculiar: em um escanteio mal afastado, Luciano Henrique pegou de primeira, a bola desviou e passou por entre as pernas do goleiro Felipe, que falhou feio e consagrou o time treinado por Nelsinho Baptista.
Oséas, Palmeiras x Cruzeiro 1998: Famoso pelo ângulo improvável do gol, Oséas entrou para o folclore palmeirense ao cravar o título da Copa do Brasil de 1998, o primeiro do clube, diante do Cruzeiro. Dois anos depois de perder o mesmo torneio para a Raposa, o atacante fez o gol que o Verdão precisava para evitar os pênaltis no Morumbi. Da linha de fundo, o camisa 9 pegou um rebote do goleiro após uma falta e quase acertou o travessão para assegurar a festa alviverde. A bola estufou a rede superior da meta cruzeirense. Muitos chamam o lance de “o gol espírita de Oséas”.
Rony, Athletico x Inter 2019: Provavelmente o gol mais artístico já visto em uma decisão de campeonato, o lance de Rony em 2019 foi a cereja do bolo de um drible incrível de Marcelo Cirino. Marcado por dois atletas do Inter na lateral, Cirino aplicou uma caneta de costas em Edenílson, entortou Rodrigo Lindoso e apenas rolou para Rony marcar o gol do título, aos 51 minutos da etapa final. Foi o primeiro título do Furacão na competição.




