O Grêmio conta com uma excelente dupla de zaga, elogiada por muitos no país e no exterior. O argentino Walter Kannemann e Pedro Geromel formam a defesa do técnico Renato Portaluppi, sendo peças fundamentais nas conquistas recentes. Apesar do “reinado”, um ex-zagueiro sonha em retornar ao clube para tentar “incomodar” os titulares e pede uma nova oportunidade ao presidente Romildo Bolzan Júnior.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação
Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Apontado como uma das joias formadas nas categorias de base para a temporada 2013, Gerson deixou o Grêmio precocemente após problemas internos.Atualmente com 27 anos, atuando também como volante no Simba FC, da Tanzânia, o defensor relembrou, em entrevista ao Globoesporte.com, sua saída conturbada de Porto Alegre. O motivo do fim de sua passagem pelo clube nunca foi bem explicado.

Foto: Divulgação/Simba FC

“Recém tinha sido promovido ao profissional, participei da pré-temporada, era um momento único. Como eu vinha da base, com um certo prestígio, eu brigava por um espaço para ser inscrito na Libertadores. Semanas depois, fui afastado. Quem me conhece sabe que eu não tenho problema disciplinar. Então, qual a razão de eu ter sido afastado? Até hoje nunca questionei isso. É um arrependimento meu. Por que não fui perguntar porquê fizeram isso comigo? Por respeito. Recebi essa notícia do Seu Verardi (ex-superintendente), sempre foi um cara que tive um carinho por ele e ele por mim. Tenho boas lembranças dele. Foi uma situação que deixei passar. Com certeza, seria diferente se eu tivesse encarado ou tentado descobrir o que aconteceu para eu ter sido afastado“, lamentou.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Apesar do episódio, Gerson tem como objetivo bem claro retornar ao Tricolor. “Um dos meus objetivos, agora que estou mais tranquilo, é retornar no Brasil e quero jogar no Grêmio. Quando treinei na Arena, bem no início, lembro até o gramado, estava sentando ainda, não estava essa maravilha de hoje. Me vejo ali. Vejo minha mãe, padrasto, pai, me assistindo na tribuna”, disse o zagueiro, que visa disputar posição com Geromel e Kannemann.

Eles são excelentes. O que mais gosto é a entrega deles, engajados com o projeto do clube. Não são formados no Grêmio, mas você vê que eles têm uma identificação. Pretendia, se tiver a oportunidade, de incomodar eles. Criar um desconforto. Não sei se jogar, mas ia ser muito legal dividir o vestiário com pessoas que agregam na tua vida e que tu podes agregar também“, destacou Gerson, que já recebeu propostas do Brasil e mandou um recado ao presidente Romildo Bolzan Júnior.

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“Tive conversas. Mas quando eu não definir, não posso chegar e dizer. Sou um pouco cuidadoso. Mas tive conversas avançadas. Vamos ver se o (presidente) Romildo (Bolzan Júnior) não enxerga nossa entrevista e não lembram de mim. Sou seduzido pelo projeto. Jogar por jogar é pouco para mim”, completou.