No início do ano, o Cruzeiro vivenciou a saída do goleiro Fábio, após 18 anos de Toca. A notícia surpreendeu, já que o arqueiro sempre teve identificação com a Raposa. Entretanto, passados quatro meses, o desligamento de Fábio vem sendo digerido e na última segunda-feira (2), o goleiro trouxe novas nuances e percepções à tona.

Em entrevista concedida ao SBT, Fábio não se esquivou e expôs os bastidores de sua saída: “Eu já tinha renovado com o presidente antes de viajar de férias, ficaram faltando detalhes de como ia ser feito o contrato, mas até tem foto minha com o presidente, com a camisa de mil jogos que poderia alcançar essa marca nesse ano de 2022. Saí de férias, tudo resolvido, porque o que vale para mim é a palavra, sempre foi assim. A confiança sempre foi no Cruzeiro, com as pessoas que tive oportunidade de trabalhar lá, muito corretas. Infelizmente, eles não tiveram essa mesma conduta nessa gestão”, declarou o atual goleiro do Fluminense.
Fábio tocou na tecla do esforço que fez para permanecer: “Abri mão de tudo que poderia abrir, do que já tinha renovado, abaixei o salário, até abaixo do teto, fiz de tudo, só a forma que agiram comigo que não foi correta. Aí se fala muitas coisas, de comportamento difícil. Se fosse difícil, não tinha ficado 18 anos”, declarou. Na sequência, deixou claro que, embora tenha saído de maneira conturbada, guarda grande respeito e admiração pelo Cruzeiro: “Só tenho a agradecer esse carinho e esse reconhecimento pelo meu trabalho, a dedicação que eu tive ao longo de 18 anos. Tive oportunidade de sair do Cruzeiro, mas em momento algum passou pela minha cabeça, porque iria me sentir ingrato”, concluiu.
O goleiro surpreendeu ao apontar um responsável pela queda para a Série B, em 2019. Na opinião de Fábio, o técnico Rogério Ceni, que assumiu a Raposa em agosto de 2019 e ficou 46 dias no cargo, tem sua parcela de ‘contribuição’ para o rebaixamento: “Tenho certeza que o que prejudicou foi o relacionamento diário, a gestão de grupo, não só com os jogadores mais experientes, até com os mais jovens. Foi acontecendo no dia a dia nos jogos, algumas declarações, tanto do lado dos jogadores como depois do Rogério em algumas entrevistas, isso aí foi prejudicando, desgastando nesse aspecto.”