Assim como todo time no futebol mundial, o São Paulo vem passando por uma crise econômica por conta doCoronavírus. Sem nenhuma previsão para o retorno dos campeonatos, a direção são-paulina vem tendo dificuldade para entrar em acordo com os patrocinadores e continuar recebendo receitas financeiras para pagar os vencimentos dos jogadores sem atrasos salariais.

(Foto: Rubens Chiri/São Paulo)
(Foto: Rubens Chiri/São Paulo)

O grande problema é que o SPFC está tentando reduzir os pagamentos aos atletas e pagar todo o elenco com um teto salarial de R$ 50 mil. Até por isso, não existe acordo com nenhum jogador e, se optar por tomar uma decisão unilateral, sem o “sim” do grupo, há uma possibilidade do Tricolor paulista sofrer baixas importantes no elenco, com a saída de alguns medalhões.

Foto: Divulgação/São Paulo

Ao jornalista “Menon”, o advogado José RicardoBiazzonSímonexplicou a situação: “O Governo editou a MP 396, que prevê duas hipóteses: redução proporcional dos salários e da jornada de trabalho e suspensão temporária do contrato de trabalho. Em ambos os casos, pela literalidade dos dispositivos legais, exigem acordo entre empregador e empregado e não admitem decisão unilateral do empregador”.

Atletas com vencimentos elevados, comoHernanes, Tiago Volpi, Pablo e outros, podem ficar insatisfeitos com a redução no salário. É nisso que os dirigentes do São Paulo ficam receosos de tomar qualquer ação para não perder nenhum jogador: “Se não houver acordo assinado e mesmo assim o empregador, no caso o São Paulo ou qualquer outro time, não efetuar o pagamento, o empregado (jogador) pode conseguir rescisão contratual na Justiça”.

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As conversas com todo o grupo seguem nesta semana, mas não há otimismo de nenhum dos dois lados para um acordo nesses moldes exigidos pela cúpula são-paulina. Ambos tentam encontrar uma forma do negócio ser bom para todo mundo e, assim, não existir nenhuma decisão mais drástica.