A gestão do presidente Romildo Bolzan Júnior no Grêmio tem se caracterizado por uma postura austera na contratação de reforços. O mandatário entrou para a história ao tirar o clube da ‘fila’ em 2016, vencendo o título da Copa do Brasil e, na sequência, arrematando a Copa Libertadores da América no ano seguinte. Os investimentos contidos e a aposta na base também tem relação com uma frustação com um nome de peso.

No início de 2016, Romildo Bolzan Júnior não economizou para contratar um candidato a protagonista no elenco. Em uma negociação concretizada pelo então diretor Rui Costa, o Grêmio fechou a contratação do equatoriano Miller Bolaños, destaque do Emelec, a mais cara da história tricolor. O clube gaúcho pagouUS$ 5 milhões (R$ 19,4 milhões, na conversão da época), por 70% dos direitos do jogador.
Bolaños chegou a ficar próximo de fechar com oChangchun Yatai, da China, mas mudou de ideia e rumou para o Grêmio por interferência do técnico da Seleção Equatoriana. A passagem por Porto Alegre, no entanto, não foi a esperada. Ainda no mês de março de 2016, sofreu uma grave lesão em um clássico Gre-Nal, quando quebrou o maxilar.
No mesmo ano, Bolaños ficou marcado por anotar o gol do empate com o Atlético-MG, no segundo jogo da final da Copa do Brasil. No ano seguinte, em agosto de 2017, após ser pouco utilizado por Renato Portaluppi, que cobrava uma melhora física,pediu para deixar o clube, se despedindo com 45 atuações e 15 gols marcados.O equatoriano estava incomodado com boatos a seu respeito que circularam em redes sociais durante o período que tratava um problema no púbis.
“O Bolaños eu sempre achei um craque de bola. Por motivos diversos, ele não conseguiu ter um ambiente favorável para jogar da melhor forma no Grêmio. Mas sempre que entrou mostrou o futebol que gostávamos de ver. Achava ele um craque”, lamentou o presidente Romildo Bolzan Júnior, em entrevista ao jornalista Jorge Nicola.
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Depois do empréstimo de um ano ao Tijuana, do México, em maio de 2018, o Grêmio oficializou a venda de Miller Bolaños. Os mexicanos pagaramUS$ 3,2 milhões (aproximadamente R$ 11,7 milhões, na época), sendo que o Tricolor Gaúcho permaneceu comR$ 8,2 milhões.