Em dezembro, Botafogo e Cruzeiro pegaram todos de surpresa com seus projetos de SAF. O Fogão, na véspera de Natal, oficializou que venderá 90% das ações de sua Sociedade Anônima de Futebol. O comprador foi o “Eagle Holding”, fundo de investimento de John Textor, que investiu algo R$ 410 milhões. Ele também é sócio no Crystal Palace, tradicional clube da Premier League.

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O time mineiro, por outro lado, foi adquirido por Ronaldo, formado no próprio Cruzeiro. O investimento foi realizado por meio da empresa Tara Sports, segundo comunicado da XP: “Temos muito trabalho pela frente. Peço ao torcedor que se conecte outra vez ao clube, ir ao estádio, porque vamos precisar de muita força e união”, disse o ex-jogador, em sua apresentação.

De fato, o tema tem dado que falar nas últimas semanas. Vanderlei Luxemburgo, “vítima” de Ronaldo no Cruzeiro, deu sua primeira entrevista após ser demitido e criticou o modelo da SAF no Brasil: “Não tenho nenhum problema de o Ronaldo não ter ficado comigo. Ele é o presidente, comprou uma empresa, a minha relação pessoal com ele é de amizade”.

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“Ele comprou a empresa e entendeu que o técnico Luxemburgo, amigo dele, não cabia no projeto. (Não gosto) Porque falta gestão competente e sem roubo. O Flamengo pagou a dívida como? Com o que? Ativo do próprio clube. Três jogadores que venderam pagaram R$ 800 milhões e passou a ser um clube autossuficiente com receita de televisão”, completou Luxa, à Rádio Transamérica.