O confronto entre Galo e Flamengo na última quarta-feira (9), teve Everson como um dos protagonistas da vitória do Atlético por 2 a 1 contra a equipe carioca. Ao defender um chute a queima-roupa de Arrascaeta, o arqueiro Alvinegro impediu o empate e garantiu os três pontos conquistados diante de um dos fortes concorrentes no Brasileirão.

Foto: Flickr Oficial Clube Atlético Mineiro – autor – Pedro Souza
Foto: Flickr Oficial Clube Atlético Mineiro – autor – Pedro Souza

O jogo também marcou o reencontro de dois velhos conhecidos, selado com um abraço antes do duelo começar. Everson conviveu com Rogério Ceni no São Paulo, e a relação pode ser classificada como uma ligação entre mestre e discípulo, afinal, o compartilhamento do ambiente de trabalho inspirou Everson a buscar uma das especialidades de Ceni, quando este defendia o gol do São Paulo: as cobranças de falta.

Everson, segue treinando as cobranças, mesmo que ainda não tenha realizado nenhuma pelo Atlético e espera o momento ideal para servir o time também na linha ofensiva: “Procuro sempre treinar para, se um dia aparecer oportunidade, eu possa estar preparado e realizar esse sonho que eu tenho de fazer um gol com a camisa do Atlético também”, afirmou o goleiro que tem dois gols na carreira, um contra o Corinthians, quando atuava pelo Ceará, e outro quando defendia o Confiança (SER). A informação é do Globoesporte.com.

A equipe de Cuca não conta com um cobrador de faltas oficial. Na temporada, Zaracho e Mariano marcaram na bola parada, em tentativas mais de cruzamento que pararam dentro do gol. Hulk não tem as cobranças como especialidade, embora tenha como característica bater forte quando acionado. Nacho se arrisca na função, sem muito destaque. Everson não costuma ir para as cobranças de falta, alega respeitar uma “hierarquia”, mas tenta afiar a pontaria no dia a dia da Cidade do Galo.

O goleiro do Galo comentou sobre a convivência com Ceni, e da influência que Rogério o transmitiu, Everson começou sua jornada no mundo da bola no São Paulo: “O Rogério, a gente teve convívio. Na época, a base trabalhava muito com o profissional, e subi ao profissional, fiquei quatro meses ali e o Rogério sempre foi referência. Fiz questão de abraçá-lo, de cumprimentá-lo antes do jogo. E eu, aqui, continuo trabalhando, respeitando a hierarquia do treinador, respeitando os companheiros. Sempre quando posso, procuro treinar faltas, que é uma valência que eu tenho”, revelou.

Rogério Ceni é o goleiro recordistas de gols no futebol mundial. Na história do Atlético, apenas dois goleiros marcaram gols. O argentino Miguel Ortiz, na década de 1970, cobrava pênaltis pelo Galo. E, em 2003, o Alvinegro venceu o Juventude no Brasileiro com gol de Eduardo, de cabeça, indo para a área adversária no último lance da partida.