O meio-campista Maicon, do Grêmio, venceu um processo contra o São Paulo, na última semana, e abriu discussõessobre uma possível brecha para outros atletas. O clube paulista foi condenado, em 2ª instância, a pagar R$ 200 mil ao atleta, montante que pode subir até R$ 700 mil, já que a Justiça entendeu que o Tricolor do Morumbi deixou de pagar valoresreferentes à adicional noturno e atividades aos domingos e feriados. A decisão cabe recurso.

Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação
Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação

Após a situação ser muito comentada entre os torcedores, com direito a uma publicação de Maicon pedindo menos “mi mi mi” dos são-paulinos, dirigentes do Grêmio se manifestaram sobre o caso. O vice-jurídico Nestor Hein e o CEO Carlos Amodeo foram diretos e descartaram a chance do processo se repetir no clube. O zagueiro Paulo André, ex-Corinthians, foi outro a ter ganhoem caso similar.

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“Em relação ao Maicon, é uma das lideranças mais positivas do Grêmio. Ele é uma espécie de mentor, de vários jogadores que passaram pelo Grêmio. Não vejo a situação do Maicon se repetindo aqui”, afirmou Nestor Heinà Rádio Grenal. Já Amodeodestacou que os contratos realizados pela diretoriaimpedem a judiciliazaçãopelos motivos apontados pelos dois jogadores.

“Eu desconheço os casos específicos judiciais, tanto do Maicon contra o São Paulo, quanto o o do Paulo André junto ao Corinthians. O que posso dizer é que a Lei Pelé estabelece uma determinada remuneração acessória. Então o atleta recebe três diferentes verbas: uma salarial, uma acessória e outra de direito de imagem. A função da acessória é compensar uma série de questões trabalhistas que individualmente poderiam ser tratadas”, afirmou.

O Grêmio já pratica em todos os seus contratos a divisão as verbas nessas três diferentes opções, buscando atender o máximo possível daquilo que a legislação estabelece. Como desconheço esses casos específicos, tenho dificuldade de emitir um juízo de valor”, completou o CEO, duranteentrevista àTV Bandeirantes.

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Apesar da confiança de Hein e Amodeo, a diretoria do Grêmio foi surpreendida por uma atitude do ex-preparador de goleirosRogério Godoy. Demitido, ele ingressou com um processo trabalhistacobrando adicional noturno, repouso remunerado, trabalho aos domingos e feriados, além de horas extras,.