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Fluminense precisa quebrar marca inédita para seguir vivo na Libertadores

Tricolor Carioca entra em campo nesta terça-feira (19) para encarar o Bolívar, no Maracanã e tem sério problema para resolver no elenco

Zubeldía acompanha o treino do Tricolor no CT Carlos Castilho - FOTOS: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
© Lucas MerçonZubeldía acompanha o treino do Tricolor no CT Carlos Castilho - FOTOS: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Nesta terça-feira (19), o Fluminense entra em campo para sua primeira “decisão” na Libertadores enfrentando um paradoxo incômodo. Embora tenha se estabelecido em 2026 como uma equipe de grande controle de posse e criação, o time sofre com a falta de pontaria. Para avançar, o Tricolor precisará superar seu maior gargalo na temporada: a dificuldade em traduzir a superioridade tática em gols no placar.

O cenário para o Time de Guerreiros é de “tudo ou nada”. Se quiser depender apenas de suas próprias forças na última rodada, terá que aplicar uma goleada de 3 a 0 (ou mais) sobre o Bolívar. O complicador é que tal dominância no placar é algo inédito para a equipe neste ano, desafiando a lógica do que o time apresentou até agora.

O “pecado” tricolor em 2026 está documentado pela apuração do portal Lance! e do Sofascore. Fora o Estadual, a média de 1,4 gol por jogo (31 gols em 22 jogos) mascara uma realidade preocupante.

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Números do Tricolor em detalhes

Apesar de produzir um volume ofensivo de respeito, com 51 grandes chances criadas, o Fluminense falha no momento crucial. Ao desperdiçar 29 dessas oportunidades, a equipe mantém a marca negativa de perder praticamente uma chance clara de gol a cada apresentação.

O histórico recente ilustra bem esse desperdício. Diante do Bahia, o empate por 1 a 1 puniu uma equipe que criou cinco grandes chances, mas falhou em quatro conclusões claras. Contra o Internacional, o roteiro se repetiu: derrota por 2 a 0 após desperdiçar três chances cara a cara.

John Kennedy é a esperança de gols do Flu – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

John Kennedy é a esperança de gols do Flu – Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

Nem mesmo a classificação na Copa do Brasil contra o Operário escapou da sina; as três oportunidades perdidas resultaram em um Maracanã sob vaias, evidenciando a insatisfação da torcida com o desempenho ofensivo.

Até nas vitórias o Flu tem problemas no ataque

Nem as vitórias escondem o gargalo ofensivo da equipe. O Fluminense é um time que “mói” o adversário com controle e volume, mas sofre para construir resultados confortáveis. Os números comprovam a agressividade: são 15 arremates por jogo e uma média de seis finalizações certas. Para um time que ocupa tanto o terço final do campo, o desafio não é mais criar, mas sim transformar a estatística em bola na rede.