Com o início da Copa do Mundo, os EUA endureceram as regras de imigração para estrangeiros que pretendem produzir conteúdo digital durante o torneio, segundo o jornal ‘El País’.
O governo americano alertou que influenciadores, youtubers e criadores de conteúdo que utilizarem visto de turista para realizar atividades remuneradas poderão ser deportados do país.
A medida foi reforçada por comunicados da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), que destacaram a intensificação da fiscalização sobre estrangeiros que entram no país para produzir conteúdo com fins comerciais ou de monetização.
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Governo Trump aumenta fiscalização para estrangeiros que vão à Copa nos EUA
Segundo as autoridades americanas, o visto de turista B-2 permite viagens para lazer, visitas familiares e tratamentos médicos, mas não autoriza qualquer tipo de atividade profissional remunerada em território americano.
A produção de conteúdo voltada à obtenção de receitas provenientes dos EUA pode ser enquadrada como violação das condições de entrada no país. As penalidades incluem deportação imediata, cancelamento do visto e até restrições para futuras solicitações de entrada no território estadunidense.

Trump reforçou a fiscalização a estrangeiros nos EUA e polemizou em início da Copa – Foto: Alex Grimm/Getty Images
A administração do presidente Donald Trump pretende ampliar as inspeções em aeroportos e postos de fronteira durante a Copa do Mundo. O objetivo seria reforçar o controle migratório e proteger empregos destinados a cidadãos americanos.
A decisão gera atenção especial entre empresas de comunicação e plataformas digitais que enviarão equipes para a cobertura do Mundial. Emissoras brasileiras como Globo, CazéTV e SBT anunciaram a participação de influenciadores em suas transmissões e conteúdos especiais ao longo da competição.
Virgínia e muitos influencers brasileiros em risco durante o Mundial
Entre os nomes confirmados está Virgínia Fonseca, contratada pela Globo para atuar como correspondente de entretenimento e turismo durante a Copa. Casos como esse exigem atenção às exigências migratórias americanas, já que a realização de atividades profissionais demanda a documentação adequada.
Para atuar legalmente no país, especialistas apontam que uma das alternativas é o visto O-1, destinado a profissionais com habilidades extraordinárias em áreas como artes, esportes, negócios e comunicação. A categoria permite a realização de trabalhos remunerados e atividades comerciais nos Estados Unidos.






