O presidente da FIFA, Gianni Infantino, lamentou nesta quarta-feira (10) o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos EUA mesmo após ser selecionado para trabalhar na Copa do Mundo.
Durante entrevista coletiva na Cidade do México, o dirigente também se defendeu das críticas à postura da entidade diante dos episódios envolvendo controles migratórios no país-sede e afirmou que, em determinadas situações, “o melhor é relaxar”.
O caso de Artan dominou parte da coletiva. Considerado um dos principais árbitros da África e o primeiro somali escalado para uma Copa do Mundo, ele teve a entrada negada por agentes de imigração norte-americanos após desembarcar no país. O juiz foi recebido com festa em seu país no retorno desta quarta.
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“Às vezes, é melhor relaxar”? Infantino deu o que falar em coletiva desta 4ª
Questionado sobre a situação, Infantino afirmou que a FIFA trabalha nos bastidores para encontrar uma solução, mas ressaltou que a entidade não possui autoridade sobre governos ou órgãos de segurança.
“Acreditem em mim, ou não acreditem, mas sempre tentamos encontrar uma solução”, declarou o dirigente. Na sequência, o presidente da FIFA sugeriu cautela diante da repercussão do caso.

Omar Abdulkadir Artan foi recebido com festa na Somália após ser barrado da Copa por autoridades dos EUA – Foto: IMAGO / Anadolu Agency
“Talvez às vezes seja melhor simplesmente relaxar. Trabalhamos em tudo, tentamos resolver tudo. Às vezes, começar imediatamente a gritar e berrar tem o efeito oposto ao de encontrar uma solução”, afirmou.
Presidente da FIFA evita desavenças com governo de Donald Trump
Infantino também destacou a boa relação que mantém com o presidente dos EUA, Donald Trump, e elogiou o apoio recebido do governo norte-americano para a realização do Mundial.

Infantino deixou claro que FIFA não vai ultrapassar os limites do governo Trump durante a Copa – Foto: Alex Grimm/Getty Images
“Eu tenho uma grande relação com o presidente Trump, fico feliz por isso. Conheci no primeiro mandato e estamos trabalhando juntos agora. Não seria possível organizar uma Copa do Mundo sem o envolvimento dele”, disse.
Segundo o mandatário, a administração norte-americana compreendeu a dimensão do evento e tem colaborado diretamente para sua realização. “Estamos falando sobre a maior potência do mundo. Claro que às vezes há problemas, mas, colocando tudo na mesa, é uma relação positiva”, completou Infantino.
Polêmicas não faltam nos EUA antes da Copa do Mundo
Além do episódio envolvendo Omar Artan, a organização da Copa tem convivido com outras controvérsias relacionadas à imigração e aos protocolos de entrada em território norte-americano.
Relatos de revistas consideradas excessivas envolvendo integrantes das delegações de Senegal e Uzbequistão, além do interrogatório de horas aplicado a um jogador iraquiano e das restrições enfrentadas pela seleção do Irã para treinar nos EUA, aumentaram o debate sobre as condições oferecidas aos participantes do torneio.






