Poucas campanhas ficam tão marcadas quanto a de uma seleção que conquista a Copa do Mundo em seu próprio país. Jogar diante da torcida local adiciona um peso simbólico à vitória, tornando cada partida ainda mais decisiva. Ao longo da história do torneio, só algumas equipes conseguiram usar esse apoio para chegar ao topo.

França em 1998. Foto: Ben  Radford/Allsport
© Getty ImagesFrança em 1998. Foto: Ben Radford/Allsport

Desde a criação do Mundial, a maioria dos países que receberam a competição não conseguiu ir até o fim. Apesar da torcida, da familiaridade com estádios e da preparação especial, somente seis seleções fecharam o torneio com a taça nas mãos no seu próprio país.

Seleções que foram campeãs em casa

O primeiro caso aconteceu logo na edição inaugural, em 1930, quando o Uruguai confirmou o favoritismo em Montevidéu e ficou com o título diante de seu torcedor. Quatro anos depois, a Itália repetiu o feito em um torneio disputado em formato eliminatório, vencendo a decisão na prorrogação.

Décadas mais tarde, em 1966, foi a vez da Inglaterra transformar Wembley em palco de sua maior conquista. A vitória na final, também no tempo extra, garantiu o único título mundial da seleção inglesa até hoje.

Em 1974, a então Alemanha Ocidental levantou o troféu jogando em casa ao superar a Holanda na decisão. O triunfo marcou a afirmação de uma geração liderada por nomes que se tornaram referência na história do futebol alemão.

Taça da Copa do Mundo. Foto: Rogel Blanquet/Getty Images

Quatro anos depois, a Argentina celebrou seu primeiro Mundial diante da torcida local. A conquista veio em uma final equilibrada, decidida na prorrogação, e teve como grande destaque o artilheiro da competição.

França foi a última anfitriã campeã da Copa

O caso mais recente de campeão em casa aconteceu em 1998, quando a França dominou a final e conquistou seu primeiro título da Copa do Mundo. A campanha consolidou uma geração que se tornaria uma das mais importantes do futebol europeu.

Apesar do histórico favorável de alguns, a maioria dos países-sede não conseguiu repetir o feito. O Brasil foi vice em 1950 e terminou em quarto em 2014, enquanto outras nações anfitriãs sequer avançaram às fases decisivas, mostrando que o fator casa nem sempre é determinante.