A campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 terminou de forma frustrante, com a eliminação para a Noruega nas oitavas de final. Ainda assim, os cinco jogos disputados ofereceram material suficiente para analisar o desempenho individual dos convocados, identificando quem conseguiu manter regularidade e quem ficou abaixo das expectativas ao longo do torneio.
Mais do que considerar gols, assistências ou lances decisivos, este ranking leva em conta o conjunto da obra. Atuação, minutagem, influência coletiva e importância dentro do modelo de jogo de Carlo Ancelotti foram os principais critérios para avaliar cada jogador, observando também o peso das partidas em diferentes momentos da competição.
Do atleta que menos conseguiu contribuir ao destaque da campanha brasileira, a lista organiza todos os jogadores utilizados durante a Copa do Mundo de 2026. O objetivo não é apenas medir números, mas entender quem realmente aproveitou as oportunidades e deixou uma impressão positiva mesmo em uma participação que terminou antes do esperado.
22) Igor Thiago – 3,5

Igor Thiago. Foto: Wagner Meier/Getty Images
Igor Thiago abre o ranking por ter sido o jogador que menos conseguiu influenciar a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Embora tenha integrado o elenco e recebido oportunidades durante o torneio, sua participação foi discreta e não produziu efeitos relevantes nos momentos em que o Brasil precisou encontrar soluções ofensivas.
A avaliação também considera o contexto da competição. Enquanto outros atletas conseguiram aproveitar melhor o tempo em campo para ganhar espaço na equipe de Carlo Ancelotti, Igor Thiago terminou o Mundial sem deixar uma atuação marcante ou um lance decisivo. Por isso, ocupa a última posição em um ranking que privilegia rendimento, influência coletiva e protagonismo.
21) Éderson Silva – 3,8

Éderson Silva. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Éderson Silva também teve uma participação bastante limitada ao longo da campanha brasileira. Utilizado por Carlo Ancelotti em um momento específico da competição, o jogador não conseguiu alterar o panorama das partidas nem aproveitar a oportunidade para se firmar entre as principais opções do elenco.
A colocação reflete justamente a falta de impacto dentro de campo. Em um torneio no qual a Seleção encontrou uma base mais sólida apenas na reta final da fase de grupos, Éderson acabou ficando distante desse núcleo de confiança. Sem sequência e sem momentos de maior destaque, encerra sua participação entre os últimos colocados.
20) Danilo Santos – 4,0

Danilo Santos. Foto: Wagner Meier/Getty Images
Danilo Santos fez parte da campanha da Seleção, mas sua presença acabou sendo mais circunstancial do que determinante. Apesar de ter recebido minutos durante o Mundial, não conseguiu exercer influência significativa na construção das vitórias brasileiras nem nos momentos de maior pressão enfrentados pela equipe.
Com o passar da competição, Carlo Ancelotti consolidou uma formação considerada mais confiável, e Danilo Santos acabou perdendo espaço dentro desse desenho. A ausência de atuações de maior peso limita sua avaliação, fazendo com que apareça apenas um pouco acima dos atletas que menos contribuíram durante o torneio.
19) Roger Ibañez – 4,2

Roger Ibañez. Foto: Rich Storry/Getty Images
Roger Ibañez participou da rotação defensiva da Seleção Brasileira, mas sem assumir papel de protagonismo na campanha. O zagueiro cumpriu sua função quando acionado, porém ficou atrás de outros defensores que acumularam mais minutos e maior responsabilidade nos jogos decisivos da Copa do Mundo.
Além da menor minutagem, faltou um momento que pudesse elevar sua avaliação individual. Enquanto a dupla titular conseguiu transmitir mais segurança conforme a equipe crescia na competição, Roger Ibañez permaneceu como uma alternativa de elenco. A contribuição foi válida, mas insuficiente para colocá-lo em posições mais altas do ranking.
18) Luiz Henrique – 4,4

Luiz Henrique. Foto: Julio Aguilar/Getty Images
Luiz Henrique ganhou espaço na Copa do Mundo após a lesão de Rodrygo, recebendo uma oportunidade importante dentro do elenco brasileiro. A convocação para atuar em um contexto de necessidade demonstrou a confiança da comissão técnica em seu potencial, mas o atacante não conseguiu transformar esse cenário em protagonismo dentro de campo.
Embora tenha mostrado disposição e características que acrescentam velocidade ao setor ofensivo, sua participação efetiva foi limitada. O atacante acabou sendo mais uma solução circunstancial do que um dos responsáveis pelo crescimento coletivo da equipe. Por isso, aparece na parte inferior da classificação, ainda distante dos jogadores que conseguiram exercer influência mais constante durante o torneio.
17) Endrick – 4,6

Endrick. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Endrick aparece um pouco acima dos últimos colocados por ter conseguido oferecer uma contribuição pontual em um momento importante da campanha. Acionado por Carlo Ancelotti durante a derrota para a Noruega, nas oitavas de final, entrou com a missão de aumentar a agressividade ofensiva da equipe e chegou a criar uma das melhores oportunidades brasileiras pouco depois de pisar em campo.
Apesar da boa entrada, sua participação ao longo do torneio foi reduzida para alcançar uma colocação mais alta. O atacante terminou a Copa com poucos minutos em relação aos concorrentes do setor ofensivo e não teve tempo suficiente para exercer influência contínua. O talento segue inquestionável, mas, nesta edição do Mundial, o rendimento ficou abaixo da expectativa criada em torno de seu nome.
16) Alex Sandro – 4,8

Alex Sandro. Foto: Ryan Pierse/Getty Images
Alex Sandro fez parte das opções utilizadas por Carlo Ancelotti durante a Copa do Mundo, mas sem assumir um papel de destaque na trajetória da Seleção Brasileira. Sua experiência foi importante para oferecer segurança ao elenco, porém a participação dentro de campo acabou sendo discreta em comparação com outros jogadores do sistema defensivo.
A avaliação leva em consideração justamente essa influência limitada. Embora tenha cumprido suas funções quando acionado, faltaram atuações mais marcantes ou um momento decisivo que elevasse sua importância na campanha. Em um torneio no qual a equipe encontrou uma formação mais consistente apenas na reta final da fase de grupos, Alex Sandro permaneceu como uma peça de apoio.
15) Fabinho – 5,0

Fabinho. Foto: Dean Mouhtaropoulos/Getty Images
Fabinho inaugura a faixa intermediária do ranking por ter apresentado uma contribuição um pouco mais consistente do que os jogadores posicionados abaixo. O volante participou da campanha oferecendo experiência e equilíbrio ao meio-campo, características que sempre marcaram sua trajetória na Seleção Brasileira.
Mesmo assim, sua atuação ficou distante do protagonismo exercido pelos principais nomes da equipe. A falta de sequência entre os titulares e a ausência de participações decisivas impediram que sua nota fosse mais elevada. O saldo final é de um jogador útil ao grupo, mas que não conseguiu exercer influência suficiente para figurar entre os destaques do Mundial.
14) Raphinha – 5,2

Raphinha. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images
Raphinha chega a esta posição cercado por uma sensação de oportunidade desperdiçada. Um dos principais nomes da Seleção antes da Copa do Mundo, o atacante não conseguiu repetir no torneio o mesmo desempenho que costuma apresentar por seu clube, ficando abaixo da expectativa criada em torno de seu futebol.
Embora tenha participado da movimentação ofensiva em diversos momentos, faltaram jogadas decisivas, assistências ou gols que justificassem uma colocação mais alta. À medida que o Brasil encontrava uma formação mais sólida, outros jogadores passaram a concentrar o protagonismo ofensivo, enquanto Raphinha terminou a competição sem conseguir se transformar em um dos principais destaques da equipe.
13) Douglas Santos – 5,4

Douglas Santos. Foto: Lars Baron/Getty Images
Douglas Santos aparece no meio da classificação por ter desempenhado um papel funcional durante a campanha brasileira. Sem grandes atuações individuais, o lateral conseguiu cumprir as tarefas determinadas por Carlo Ancelotti e ofereceu regularidade sempre que esteve em campo, contribuindo para a organização da equipe.
Ainda assim, sua participação ficou marcada mais pela consistência do que pelo brilho. A ausência de lances decisivos ou de um protagonismo maior limita sua colocação, principalmente quando comparada à dos jogadores que conseguiram influenciar diretamente os resultados da Seleção. O desempenho foi positivo, mas insuficiente para colocá-lo entre os principais nomes do Mundial.
12) Neymar – 5,8

Neymar. Foto: Megan Briggs/Getty Images
Neymar ocupa uma posição intermediária no ranking por causa de um contexto bastante específico. Recuperado de problemas físicos durante a competição, o camisa 10 teve participação reduzida na campanha, mas ainda encontrou tempo para marcar um gol importante na derrota por 2 a 1 para a Noruega, convertendo um pênalti nos acréscimos e recolocando emoção nos minutos finais da partida.
O peso simbólico de seu nome naturalmente influencia qualquer análise, mas o critério deste ranking privilegia a produção ao longo de todo o torneio. Com poucos minutos em campo, Neymar não teve tempo para exercer o protagonismo que costuma assumir pela Seleção Brasileira. O gol evita uma colocação mais baixa, mas não é suficiente para compensar a minutagem reduzida.
11) Danilo – 6,0

Danilo. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Danilo abre a metade superior da lista por ter sido um dos jogadores mais confiáveis do sistema defensivo durante boa parte da Copa do Mundo. O lateral acumulou minutos importantes e ajudou a dar equilíbrio à equipe em um torneio no qual Carlo Ancelotti precisou ajustar a formação até encontrar uma base mais consistente.
Apesar da regularidade, faltaram atuações de maior impacto para colocá-lo entre os principais destaques da campanha. Nos confrontos mais exigentes, especialmente na eliminação para a Noruega, o desempenho coletivo da equipe acabou limitando sua avaliação. Ainda assim, Danilo encerrou o Mundial como uma peça importante na estrutura montada pelo treinador italiano.
10) Rayan – 6,3

Rayan. Foto: Julio Aguilar/Getty Images
Rayan aproveitou uma das oportunidades mais importantes da competição para mostrar seu potencial. Na vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, participou diretamente do primeiro gol da Seleção ao dar a assistência para Vinicius Júnior abrir o placar, contribuindo para uma das atuações mais convincentes da equipe durante o Mundial.
Mesmo com esse momento de destaque, sua participação ao longo dos cinco jogos foi mais pontual do que contínua. O atacante demonstrou personalidade sempre que esteve em campo e reforçou a impressão de que pode ganhar espaço no futuro, mas a menor minutagem em relação aos jogadores mais bem colocados impede uma posição ainda mais alta no ranking.
9) Lucas Paquetá – 6,5

Lucas Paquetá. Foto: Megan Briggs/Getty Images
Lucas Paquetá teve uma campanha marcada pela regularidade e pela participação importante na construção ofensiva da Seleção Brasileira. Atuando como elo entre o meio-campo e o ataque, distribuiu uma assistência na vitória sobre o Haiti e colaborou para dar maior fluidez ao setor criativo nos momentos em que o time apresentou seu melhor futebol.
Embora não tenha concentrado o protagonismo da equipe, Paquetá exerceu uma função tática relevante durante praticamente toda a competição. Sua capacidade de aproximar os setores e participar das principais jogadas ofensivas garantiu uma avaliação positiva, ainda que outros companheiros tenham conseguido influência mais decisiva nos resultados.
8) Gabriel Martinelli – 6,9

Gabriel Martinelli. Foto: Julio Aguilar/Getty Images
Gabriel Martinelli mostrou como um único lance pode alterar completamente a percepção sobre uma campanha. Saindo do banco de reservas contra o Japão, o atacante marcou, já nos acréscimos, o gol da vitória por 2 a 1, resultado que garantiu a classificação brasileira para as oitavas de final e representou um dos momentos mais emocionantes da Copa.
Mesmo sem atuar durante tantos minutos quanto alguns titulares, Martinelli deixou sua marca justamente quando a Seleção mais precisava. O peso daquele gol, aliado à capacidade de mudar o ritmo das partidas com velocidade e intensidade, faz com que apareça entre os dez melhores jogadores brasileiros no torneio.
7) Marquinhos – 7,1

Marquinhos. Foto: Alex Slitz/Getty Images
Marquinhos foi um dos pilares da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026. Capitão da equipe, acumulou praticamente toda a minutagem possível e exerceu um papel importante para organizar o sistema defensivo, especialmente nos jogos em que o Brasil conseguiu controlar melhor os adversários e atuar com maior segurança.
Seu desempenho foi marcado muito mais pela regularidade do que por lances individuais de destaque. Seguro nas coberturas, eficiente no jogo aéreo e responsável pela liderança da última linha, o zagueiro ajudou Carlo Ancelotti a consolidar uma base defensiva ao longo da competição. Mesmo sem participações diretas em gols, foi um dos jogadores mais constantes da campanha.
6) Gabriel Magalhães – 7,3

Gabriel Magalhães. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Gabriel Magalhães termina logo à frente de Marquinhos por conseguir aliar solidez defensiva a uma contribuição decisiva no ataque. Além de formar uma dupla consistente na zaga brasileira, o defensor deu a assistência para o gol de Casemiro na vitória sobre o Japão, lance que recolocou a Seleção na partida e teve peso fundamental para a classificação às oitavas de final.
A atuação segura durante praticamente toda a competição reforça sua posição entre os melhores jogadores brasileiros no Mundial. Forte nos duelos individuais, dominante pelo alto e cada vez mais confortável na saída de bola, Gabriel mostrou maturidade em momentos de grande pressão e confirmou por que se tornou um dos zagueiros de confiança de Carlo Ancelotti.
5) Casemiro – 7,6

Casemiro. Foto: Lars Baron/Getty Images
Casemiro mais uma vez demonstrou por que continua sendo uma das principais referências da Seleção Brasileira. Responsável por dar equilíbrio ao meio-campo, o volante exerceu papel decisivo tanto na proteção da defesa quanto na organização da equipe, transmitindo liderança em um elenco que passou por momentos de oscilação durante a competição.
Além da importância tática, deixou sua marca em um dos momentos mais importantes da campanha ao marcar o gol de empate diante do Japão, resultado que abriu caminho para a virada brasileira nos acréscimos. A combinação entre experiência, regularidade e protagonismo em uma partida decisiva garante ao camisa 5 presença entre os cinco melhores jogadores do Brasil na Copa do Mundo.
4) Alisson – 8,0

Alisson. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Alisson ficou muito perto do pódio graças à segurança transmitida durante toda a campanha. Titular nos cinco jogos, o goleiro manteve um nível elevado de atuações e foi peça importante para sustentar a competitividade da Seleção, especialmente nos momentos em que o sistema defensivo sofreu maior pressão dos adversários.
Mesmo na eliminação para a Noruega, realizou intervenções importantes e pouco pôde fazer para evitar a derrota. A regularidade apresentada ao longo do torneio pesa bastante em uma avaliação que considera toda a campanha, não apenas os jogos de maior repercussão. Entre todos os jogadores brasileiros, poucos conseguiram manter um rendimento tão consistente quanto o goleiro.
3) Matheus Cunha – 8,4

Matheus Cunha. Foto: Elsa/Getty Images
Matheus Cunha foi um dos principais responsáveis pelo crescimento ofensivo da Seleção Brasileira ao longo da Copa do Mundo. O atacante marcou dois gols na vitória sobre o Haiti, voltou a balançar as redes diante da Escócia e participou ativamente das principais jogadas ofensivas, consolidando-se como uma das referências do ataque montado por Carlo Ancelotti.
Mais do que os números, chamou atenção pela intensidade, mobilidade e capacidade de criar dificuldades para as defesas adversárias durante todo o torneio. Sempre participativo, ofereceu alternativas dentro e fora da área, tornando-se um dos jogadores mais influentes da campanha. Apenas dois companheiros conseguiram exercer impacto ainda maior na trajetória brasileira.
2) Bruno Guimarães – 8,7

Bruno Guimarães. Foto: Kevin C. Cox/Getty Images
Bruno Guimarães foi o grande organizador do meio-campo brasileiro durante a Copa do Mundo. Dono de excelente visão de jogo e qualidade na distribuição da bola, assumiu o protagonismo na criação das jogadas e foi peça fundamental para o crescimento da equipe após um início de campanha mais irregular. Sua influência ficou evidente principalmente quando o Brasil encontrou uma formação mais equilibrada.
Os números reforçam essa importância. Bruno deu assistência para o gol de Vinicius Júnior contra Marrocos, participou diretamente de três gols na vitória sobre a Escócia e ainda iniciou a jogada que terminou com o gol salvador de Gabriel Martinelli diante do Japão. O pênalti desperdiçado contra a Noruega marcou negativamente a eliminação, mas não apaga uma campanha em que foi um dos jogadores mais decisivos e influentes da Seleção Brasileira.
1) Vinicius Júnior – 9,0

Vinicius Júnior. Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Vinicius Júnior termina a Copa do Mundo como o melhor jogador da Seleção Brasileira. Desde a estreia, assumiu o protagonismo ofensivo da equipe e foi o atleta que mais conseguiu transformar boas atuações em resultados concretos. Com velocidade, capacidade de desequilíbrio e participação constante nas principais jogadas, tornou-se a principal referência do ataque comandado por Carlo Ancelotti durante toda a competição.
Os números justificam plenamente a liderança do ranking. Vinicius marcou contra Marrocos, balançou as redes e distribuiu uma assistência diante do Haiti, além de anotar dois gols na vitória sobre a Escócia. Mesmo na eliminação para a Noruega, continuou sendo o jogador que mais levou perigo ao sistema defensivo adversário. Pela combinação entre regularidade, protagonismo e produção ofensiva, ninguém entregou mais do que o camisa 7 na campanha brasileira da Copa do Mundo de 2026.





