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Seleção Brasileira

“Eu queria ter o Roberto Carlos”; Tite é sincero e fala sobre desafio na convocação de lateral da Seleção Brasileira

Na última Data FIFA, Tite convocou apenas Danilo na lateral direita

Foto: Shaun Botterill/Getty Images | Roberto Carlos
Foto: Shaun Botterill/Getty Images | Roberto Carlos

Falta pouco mais de um mês para a Copa do Mundo e a Seleção Brasileira será convocada no dia 7 de novembro. O técnico Tite anunciará a lista dos 26 jogadores no auditório da sede da CBF, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, às 13h. E esta talvez seja uma das missões mais complicadas que o técnico da equipe canarinho tenha antes da Copa.

Em entrevista ao LANCE!, Tite foi questionado sobre a convocação de laterais e o excesso de jogadores de ponta e o treinador declarou que tem buscado estabilidade. “Equilíbrio. Eu vejo toda equipe que for equilibrada está muito mais próxima do objetivo. É um processo evolutivo de fazer com que as atribuições de um zagueiro hoje seja a construção. De 2012 a 2020 foi feito um estudo das complicações das equipes e número de passes na Liga Espanhola. Os jogadores que aumentaram em 30% o número de ações de passes são zagueiros. Dar espaço para que eles possam dar passes e lançamentos também leva vantagem nesse processo construtivo.”, declarou.

Tite também avaliou que existe uma nova geração de laterais com características diferentes das vistas nas Seleções passadas. O treinador também refutou a ideia de que estaria improvisando na lateral. Vale recordar que nos amistosos contra Gana e Tunísia, o técnico não convocou Daniel Alves para lateral direita, chamando apenas Danilo para o setor, abrindo espaço para Éder Militão e Ibañez, dois zagueiros, para surgirem como opção na lateral.

“Nós temos uma geração de atacantes de lado, e temos laterais que são mais construtores. Não temos mais Júnior, Leandro, Roberto Carlos ou Cafu. As características são diferentes, compete a nós fazer. Eu queria ter o Roberto Carlos, mas o grande desafio é esse. Eu vou ter o Roberto Carlos para ocupar o espaço onde tem o Vini, o Rodrygo, Antony, Martinelli… Como equilibra setores dentro de uma equipe? Fazendo lateral construtor. Temos Alex Sandro, Alex Telles, Arana… Do outro lado, Militão, ele me disse que o DNA dele começou ali (na lateral), foi onde ele explodiu no São Paulo. Não é uma improvisação, improviso é fazer algo que tu nunca fez. Quem tem bom pé para passe é o Dani (Alves), o meio-termo é o Danilo, quem joga mais de ala Emerson (Royal), quem joga mais de banda é o Rodinei. Depende da função daquilo que precisamos buscar.”, explicou o treinador.

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