O São Paulo Futebol Clube não evita a rescisão no caso de Robert Arboleda por hesitação ou improviso. Evita porque decidiu, com base em critérios internos, que esse não é o caminho. No momento, o Clube da Fé descarta o fim de ciclo seja de forma amigável ou até mesmo de forma unilateral.
O zagueiro se reapresentou nesta segunda-feira, acompanhado de seu empresário, e se reuniu com a diretoria no CT da Barra Funda. Rui Costa e Rafinha, executivos de futebol do clube, lideraram as conversas e repreenderam o zagueiro pelo período de ausência sem justificativa.
Segundo informação do jornalista Valentin Furlan, a diretoria do Tricolor não enxerga motivo plausível para a ruptura com Robert Arboleda. Nos bastidores, a orientação é pragmática: impedir que um ato de indisciplina escale e vire, de uma vez, problema esportivo e financeiro.
Você reintegraria Arboleda no Tricolor?
Você reintegraria Arboleda no Tricolor?
0 PESSOAS JÁ VOTARAM
O que o SPFC pensa sobre Arboleda?
Para o SPFC, a tese da justa causa perdeu tração no instante em que Arboleda voltou dentro da janela de 30 dias. Insistir na ruptura, portanto, seria trocar um problema administrável por outro maior: uma briga judicial longa, cara e, sobretudo, de desfecho incerto para o clube.
Ainda de acordo com Furlan, o zagueiro seguirá treinando enquanto espera uma proposta que permita a saída na próxima janela. Até lá, a conta chegou: um salário integral já foi descontado pelos dias não trabalhados, e a diretoria ainda avalia a aplicação de multa.

Arboleda em ação pelo São Paulo. Foto: Hedeson Alves/AGIF
Diante desse quadro, o São Paulo Futebol Clube escolhe o caminho que lhe parece mais útil do que ruidoso: o pragmatismo. O defensor já foi submetido a uma bateria de exames e testes físicos, não por zelo protocolar, mas para medir o tamanho do prejuízo após o período afastado.
Zagueiro não será reintegrado ao elenco

Com os dados em mãos, o clube fará o que faz qualquer instituição que prefere controlar danos a ampliar crises: traçar um cronograma de recondicionamento individual, ajustado à realidade do jogador. Neste primeiro momento, ele seguirá cumprindo suas obrigações contratuais, treinando no CT, mas sem ser reintegrado ao grupo principal ou ficar à disposição para jogos.






