Os campeonatos estaduais de 2026 começam carregando um peso especial para dois dos maiores mercados do futebol brasileiro. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a temporada se abre com gigantes pressionados por filas que já se tornaram incômodas e que ajudam a explicar por que, mesmo em tempos de calendário apertado, o estadual ainda importa tanto para determinadas torcidas.

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No Paulistão, o Santos aparece como o grande símbolo da espera. O último título veio em 2016 e, desde então, o clube viu os principais rivais voltarem a levantar a taça.
Corinthians, Palmeiras e São Paulo conseguiram se revezar no topo, enquanto o Peixe acumulou eliminações precoces e campanhas irregulares, ampliando a sensação de distância em relação ao passado recente.
Entre os tradicionais, o contraste é ainda mais duro quando se olha para a Portuguesa, cuja última conquista remete aos anos 1970, reforçando como o estadual paulista também carrega histórias de longas travessias.

SP – SANTOS – 07/12/2025 – BRASILEIRO A 2025, SANTOS X CRUZEIRO – Vojvoda tecnico do Santos durante partida contra o Cruzeiro no estadio Vila Belmiro pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Jota Erre/AGIF
Do outro lado do Estadual
No Rio de Janeiro, o cenário se repete com outro protagonista histórico. O Vasco também não conquista o Carioca desde 2016 e entra em mais uma edição pressionado por uma sequência que contrasta com o sucesso recente dos rivais.
O Flamengo se consolidou como força dominante na última década, o Fluminense voltou a erguer troféus e até o Botafogo, mesmo sem títulos frequentes, conseguiu quebrar a escrita em anos mais recentes.
Rio Vs São Paulo
Essa comparação direta entre São Paulo e Rio expõe um ponto em comum. Em ambos os estados, os clubes que estão há mais tempo sem título são justamente aqueles que carregam enorme peso histórico e grande torcida, o que transforma cada início de estadual em um teste de paciência e identidade.
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Em Minas, o domínio recente do Atlético aumentou a pressão sobre Cruzeiro e América. No Sul, o Internacional conseguiu sair da fila recentemente, enquanto clubes do interior convivem com esperas ainda maiores. No Nordeste, casos como Santa Cruz e Ferroviário mostram que os jejuns podem atravessar gerações.








