O Santos tem pela frente mais uma sequência de jogos decisivos e a comissão técnica já avalia a possibilidade de mexer no time para o confronto de quinta-feira contra o Macará, no Equador. A classificação na Sul-Americana é importante esportivamente, mas também representa uma oportunidade de aumentar as receitas em um momento delicado financeiramente.
A possibilidade de Cuca rodar o elenco é considerada grande, segundo a ESPN. Não necessariamente será um time reserva, mas alguns jogadores que atuaram pouco recentemente podem ganhar espaço. A longa viagem ao Equador e a necessidade de preservar peças importantes pesam nessa decisão.
O Santos venceu o primeiro jogo por 2 a 1, na Vila Belmiro, e agora terá de administrar a vantagem fora de casa. O Macará trata a partida como um dos maiores acontecimentos de sua história, os ingressos estão esgotados e a expectativa é de um estádio completamente mobilizado.
Santos já pensa no confronto com o Mirassol
O principal motivo para a possível rotação é o calendário. Depois do Macará, o Santos recebe o Mirassol pelo Brasileirão em um confronto direto na luta contra o rebaixamento. A equipe paulista está com 25 pontos, enquanto o adversário tem 23 e é o primeiro clube fora da zona de rebaixamento.
Por isso, a prioridade máxima continua sendo o Campeonato Brasileiro. O Santos precisa voltar a fazer da Vila Belmiro um ponto forte, algo que não aconteceu nas últimas partidas em casa contra Chapecoense e Atlético-PR.
A comissão técnica entende que o jogo contra o Mirassol será mais uma final. Depois da vitória por 3 a 0 sobre o Vasco, o Santos ganhou confiança e abriu vantagem justamente sobre alguns concorrentes diretos, mas ainda não pode relaxar na tabela.

Estratégia pode mudar no Equador
Outro fator considerado por Cuca é a característica do confronto. O Macará precisará atacar para buscar a classificação, enquanto o Santos pode explorar os espaços deixados pelo adversário. Por isso, jogadores rápidos pelos lados do campo podem ganhar importância na estratégia.
A tendência é que algumas peças sejam preservadas, inclusive com a possibilidade de determinados atletas viajarem e ficarem no banco de reservas. A ideia não é simplesmente abandonar a Sul-Americana, mas equilibrar o esforço físico do elenco.
O Santos quer avançar na competição continental, mas sabe que não pode comprometer a campanha no Brasileirão. Com Mirassol, Palmeiras, Corinthians e outros confrontos diretos pela frente, administrar o elenco virou uma necessidade.





