O São Paulo decidiu não avançar pela contratação de Jamie Vardy, campeão da Premier League com o Leicester. O nome do atacante inglês já havia sido oferecido ao clube há mais de um mês, antes mesmo da renovação de contrato de Calleri, e chegou a dividir opiniões internamente.
Uma ala da diretoria via a possibilidade com bons olhos. Os números e a experiência de Vardy chamavam atenção, e o salário não estava completamente fora da realidade do São Paulo. A estimativa era de algo entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão mensais, sem contar luvas, comissões, moradia e outros custos.
O problema foi justamente o pacote completo. Aos 39 anos, Vardy não vive mais o auge dos tempos de Leicester e vinha de uma temporada na Cremonese com sete gols em 29 partidas. A avaliação interna foi de que o investimento seria alto para um jogador que chegaria ao futebol brasileiro pela primeira vez já perto dos 40 anos.
Vardy não convenceu o São Paulo
A informação sobre o interesse ganhou enorme repercussão depois de ser divulgada por Fabrizio Romano, mas a leitura nos bastidores do São Paulo é de que o vazamento também poderia representar uma tentativa dos representantes de Vardy de pressionar por uma decisão.
Como o nome já estava sendo analisado havia semanas e o clube não demonstrava grande entusiasmo, a exposição internacional poderia ajudar a criar uma repercussão positiva e aumentar a pressão pela contratação. Não funcionou.
A reação da torcida também não foi suficiente para mudar o cenário. Pelo contrário: a possibilidade de contratar um jogador de 39 anos, que não vinha de grandes temporadas e disputaria posição diretamente com Calleri, gerou mais críticas do que empolgação.

São Paulo quer outro perfil
A renovação de Calleri até o fim de 2028 também reforçou a avaliação de que Vardy não seria a contratação ideal. O inglês atua essencialmente como centroavante, enquanto o São Paulo busca um atacante que possa oferecer características diferentes ao elenco.
A direção continua procurando um reforço ofensivo, mas a tendência é que seja um jogador mais jovem e com maior capacidade de adaptação ao calendário brasileiro. A ideia é evitar um investimento elevado em um atleta que poderia ter dificuldades físicas para suportar a sequência de partidas.
E a recusa do São Paulo não significa necessariamente o fim da história de Vardy no Brasil. Com o centroavante disponível no mercado, outros clubes podem receber a oferta. O Vasco, por exemplo, é uma equipe que ainda busca um camisa 9 e pode aparecer como possibilidade, embora não exista informação de negociação entre as partes.





