Nem toda contratação badalada dá certo no futebol brasileiro. Ao longo dos anos, grandes clubes investiram em jogadores cercados de expectativa, mas acabaram vendo o reforço decepcionar dentro de campo.
Seja por baixo desempenho, lesões, falta de adaptação ou dificuldade de encaixe, alguns nomes passaram longe de corresponder ao esperado. Em muitos casos, o alto investimento aumentou ainda mais a frustração das torcidas.
A seguir, relembramos 30 reforços que decepcionaram no futebol brasileiro, levando em conta a expectativa criada, o desempenho apresentado e o impacto de cada passagem pelos clubes.
30) Forlán (Internacional, 2012)

Diego Forlán. Foto: Ramiro Furquim/AGIF
Eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, Diego Forlán desembarcou na capital gaúcha sob enorme festa no aeroporto. O Internacional apostou alto na grife do atacante uruguaio para liderar o setor ofensivo, oferecendo um dos maiores salários do futebol brasileiro no período.
Apesar de ter marcado alguns gols e ajudado na conquista do Campeonato Gaúcho, sua passagem pelo Brasileirão ficou longe de impactar no nível esperado para o investimento. Sem demonstrar a mesma intensidade dos tempos europeus, deixou o clube sem saudades marcantes, resultando em um custo-benefício bastante desfavorável.
29) Renato Augusto (Fluminense, 2024)

Renato Augusto. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
A chegada de Renato Augusto às Laranjeiras gerou grande expectativa na torcida tricolor devido à sua reconhecida capacidade técnica e visão de jogo. Campeão e ídolo em seus clubes anteriores, desembarcou como uma peça de luxo para dar cadência ao meio-campo do Fluminense.
A passagem, no entanto, foi drasticamente limitada pelas condições físicas. Acometido por problemas musculares e sem conseguir manter a intensidade exigida nas partidas de alto nível, o meia acumulou poucos minutos como titular, perdendo espaço no elenco e entregando um retorno técnico mínimo.
28) Tardelli (Grêmio, 2019)

Diego Tardelli. Foto: Jeferson Guareze/AGIF
Após viver grande fase no futebol chinês, Diego Tardelli foi disputado por gigantes brasileiros e escolheu o Grêmio. O clube gaúcho fez um esforço financeiro considerável para oferecer um salário de ponta, esperando que o atacante se tornasse o grande homem de gol no esquema de Renato Gaúcho.
Dentro de campo, o jogador demonstrou clara falta de adaptação ao ambiente e ao ritmo do futebol nacional. Com exibições apagadas e poucos gols marcados, o próprio atleta admitiu publicamente não estar rendendo o esperado, o que culminou em uma rescisão amigável antes mesmo do término do contrato.
27) Mancuello (Cruzeiro, 2018)

Federico Mancuello. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Em busca de opções de criação, o Cruzeiro desembolsou valores elevados para tirar o argentino Federico Mancuello do Flamengo. A diretoria cruzeirense projetava que o meia trouxesse dinamicidade ao setor de meio-campo para as disputas da Libertadores e da Copa do Brasil.
O argentino, contudo, nunca conseguiu se firmar na equipe comandada por Mano Menezes. Passou a maior parte da sua trajetória no banco de reservas, entrando apenas no decorrer das partidas sem apresentar o protagonismo esperado para o investimento realizado.
26) Guilherme (Atlético-MG, 2011)

Guilherme. Foto: Divulgação/Atlético-MG
O Atlético-MG fez um investimento pesadíssimo junto ao Dynamo de Kiev para repatriar o atacante Guilherme. A expectativa da torcida alvinegra era alta, visto o futebol vistoso que o jogador havia apresentado no início da carreira antes de seguir para a Europa.
Embora tenha tido lampejos de talento em momentos específicos ao longo dos anos, sua passagem foi marcada por uma inconsistência crônica provocada por sucessivas lesões musculares. O custo financeiro acumulado ao longo do contrato ficou desproporcional ao seu tempo real em campo.
25) Clayton (Atlético-MG, 2016)

Clayton. Foto: Thomas Santos/AGIF
Disputado acirradamente por grandes clubes do país após se destacar no Figueirense, Clayton foi adquirido pelo Atlético-MG por valores expressivos. O atacante chegou à Cidade do Galo como uma das maiores promessas do futebol brasileiro para compor o setor ofensivo.
A promessa, no entanto, não se confirmou em Belo Horizonte. Sem conseguir se adaptar ao ritmo e à pressão do clube mineiro, o jogador acumulou atuações apagadas e acabou perdendo espaço gradativamente, sendo cedido por empréstimo a diversas equipes até o fim de seu vínculo.
24) Salomon Kalou (Botafogo, 2020)

Salomon Kalou. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Embalado por uma estratégia de contratações midiáticas na temporada de 2020, o Botafogo trouxe o atacante marfinense Salomon Kalou, campeão da Liga dos Campeões pelo Chelsea. A ideia era criar um impacto global de marca e elevar a qualidade técnica do setor ofensivo.
Com a bola rolando, a passagem revelou-se um fiasco. Kalou apresentou visível descompasso físico com o futebol brasileiro, pouquíssima intensidade pelos lados do campo e marcou apenas um gol na campanha que culminou no rebaixamento do clube para a Série B.
23) Bruno César (Vasco, 2019)

Bruno César. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
O Vasco buscou Bruno César no futebol português para ser a referência técnica e o maestro da camisa 10 em São Januário. O clube assumiu um compromisso financeiro pesado na folha salarial para garantir o retorno do jogador ao Brasil.
O meia enfrentou sérios problemas para atingir a forma física ideal ao longo de sua passagem. Lento em campo e sem conseguir ditar o ritmo da equipe, perdeu espaço, virou reserva e acabou sendo emprestado enquanto o clube continuava arcando com custos elevados do seu contrato.
22) Kléber Gladiador (Palmeiras, 2ª passagem – 2010)

Kléber Gladiador. Foto: Divulgação/Palmeiras
A segunda passagem de Kléber Gladiador pelo Palmeiras contou com grande empenho financeiro e apoio maciço da torcida. O atacante retornou com o status de ídolo raçudo que lideraria o time em busca de títulos na era do técnico Luiz Felipe Scolari.
Contudo, a trajetória ficou marcada por um excesso de polêmicas extracampo, cartões vermelhos evitáveis e atritos públicos com a diretoria e com a comissão técnica. Em vez de protagonismo com gols, o atleta virou pivô de instabilidade no vestiário até sua saída turbulenta para o Grêmio.
21) Denílson (Cruzeiro, 2016)

Denílson. Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
A contratação do volante Denílson por empréstimo junto ao Al-Wahda tinha como objetivo trazer rodagem e experiência internacional para o meio-campo cruzeirense. O negócio foi realizado sem alarde, mas envolveu custos contratuais relevantes.
O jogador atuou em apenas cinco partidas com a camisa do Cruzeiro, sem mostrar impacto técnico. O desastre da operação se consolidou nos anos seguintes, quando o não pagamento de taxas da negociação gerou um grave imbróglio na FIFA que resultou em punições e perdas de pontos para o clube mineiro.
20) Montillo (Santos, 2013)

Montillo. Foto: Piervi Fonseca/AGIF
A contratação de Montillo foi articulada pelo Santos como a grande cartada para dar um parceiro de alto nível a Neymar. O Peixe desembolsou cerca de R$ 16 milhões, além de ceder o volante Henrique ao Cruzeiro, vencendo uma concorrência acirrada no mercado para vestir o argentino com a camisa 10.
No entanto, o rendimento em campo passou longe do brilho apresentado em Belo Horizonte. Montillo sofreu para encaixar no esquema tático, teve problemas físicos e não conseguiu assumir o protagonismo esperado, especialmente após a venda de Neymar para o Barcelona, sendo negociado com o futebol chinês em 2014.
19) Júlio Baptista (Cruzeiro, 2013)

Júlio Baptista. Foto: Daniel Ramalho/AGIF
Anunciado com festa em um carro aberto, Júlio Baptista chegou ao Cruzeiro vindo do Málaga com status de estrela internacional. A expectativa era de que “La Bestia”, com sua bagagem por Real Madrid e Seleção Brasileira, fosse o comandante do setor ofensivo da Raposa.
Apesar de o Cruzeiro ter conquistado o bicampeonato brasileiro durante sua passagem, o papel do meia-atacante foi secundário. Afligido por constantes lesões musculares e ritmo abaixo dos companheiros, Júlio Baptista passou a maior parte do tempo no banco de reservas, entregando um custo-benefício ruim.
18) Kenedy (Flamengo, 2021)

Kenedy. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Kenedy desembarcou no Flamengo por empréstimo junto ao Chelsea sob alta expectativa. Revelado no Fluminense e com anos de experiência no futebol europeu, o ponta-esquerda era visto como o reforço ideal para encorpar o elenco rubro-negro nas fases decisivas da Libertadores e Copa do Brasil.
A passagem foi marcada pela irrelevância técnica. Fora da forma física ideal e sem conseguir sequência entre os titulares, Kenedy disputou apenas 17 partidas e marcou um único gol. Poucos meses depois, o Chelsea solicitou seu retorno antecipado sem que o atleta deixasse impacto esportivo no Maracanã.
17) Keisuke Honda (Botafogo, 2020)

Keisuke Honda. Foto: Pedro H. Tesch/AGIF
A chegada do astro japonês Keisuke Honda ao Botafogo mobilizou milhares de torcedores no aeroporto do Galeão. O meia veio como o símbolo de um projeto de internacionalização da marca do clube, prometendo liderança técnica e mentalidade vencedora para o elenco.
Dentro de campo, o entusiasmo inicial se dissipou rapidamente. Honda apresentou um futebol burocrático, sem intensidade para o ritmo do Brasileirão, e não evitou a crise que empurrou o clube para a zona de rebaixamento. O jogador pediu rescisão de contrato antes mesmo do fim do campeonato, abandonando a equipe no momento mais crítico.
16) Arturo Vidal (Flamengo, 2022)

Arturo Vidal. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
O volante chileno Arturo Vidal desembarcou no Flamengo realizando um desejo público antigo. Apoiado por um currículo recheado de títulos por Juventus, Bayern de Munique e Barcelona, sua contratação envolveu salários no topo da folha para dar bagagem técnica ao meio-campo.
Embora tenha integrado os elencos campeões da Copa do Brasil e da Libertadores em 2022, o desempenho individual de Vidal esteve muito abaixo da grife. Lento e pouco produtivo, perdeu espaço até virar opção secundária no banco. Sua passagem encerrou-se de forma melancólica após episódios de insatisfação no banco de reservas.
15) Willian (Corinthians, 2021)

Willian. Foto: Ettore Chiereguini/AGIF
O retorno de Willian ao Corinthians foi celebrado como uma das maiores contratações do futebol nacional naquele ano. Após construir carreira consolidada na Premier League por Chelsea e Arsenal, o jogador abriu mão de valores na Europa para liderar o projeto do Timão, recebendo salários de primeiro escalão.
A segunda passagem foi frustrante no aspecto numérico e técnico. Sofrendo com lesões musculares repetitivas e atuações tímidas, Willian disputou 45 jogos e marcou apenas um gol, de pênalti. O desfecho foi traumático: alegando ameaças de torcedores à sua família nas redes sociais, antecipou a rescisão e retornou à Inglaterra.
14) Ignacio Scocco (Internacional, 2013)

Ignacio Scocco. Foto: Fernando Soutello/AGIF
Após se destacar pelo Newell’s Old Boys na Libertadores de 2013, Ignacio Scocco tornou-se o grande sonho de consumo do Internacional. O clube gaúcho investiu cerca de R$ 14 milhões para garantir a contratação do argentino, projetando um ataque avassalador para o Brasileirão.
A decepção veio em tempo recorde. Scocco teve atuações discretas, marcou apenas quatro gols e rapidamente demonstrou descontentamento com a reserva. A situação atingiu o ápice quando o jogador pediu para ser negociado, alegando “falta de adrenalina” para jogar futebol no Brasil, o que gerou imensa revolta e forçou sua venda antecipada.
13) Pablo (São Paulo, 2018)

Pablo. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Em dezembro de 2018, o São Paulo desembolsou cerca de R$ 26,6 milhões para tirar o atacante Pablo do Athletico-PR, tornando-o a contratação mais cara da história do clube até aquele momento. O jogador vinha do título da Sul-Americana como artilheiro e protagonista, visto como a solução definitiva para a camisa 9.
A trajetória no Morumbi foi assombrada por lesões graves, incluindo cirurgias nas costas e problemas musculares. Mesmo quando esteve à disposição, Pablo demonstrou enorme dificuldade para repetir o nível técnico da Arena da Baixada, acumulando gols perdidos e virando alvo das vaias da torcida até conseguir a rescisão contratual em 2022.
12) Wesley (Palmeiras, 2012)

Wesley. Foto: Moises Nascimento/AGIF
A contratação de Wesley pelo Palmeiras junto ao Werder Bremen ficou marcada pelo fato de o clube lançar uma “vaquinha online” para arrecadar recursos com os torcedores. Embora a arrecadação popular tenha fracassado, a diretoria buscou engenharia financeira para fechar o negócio por € 6 milhões.
Logo nos primeiros jogos com a camisa alviverde, Wesley sofreu uma grave lesão no joelho que o afastou do restante da temporada, ficando de fora dos gramados enquanto o elenco era rebaixado no Brasileirão de 2012. Quando retornou nos anos seguintes, viveu atuações apáticas sob fortes críticas da torcida e, ao término do contrato, recusou a renovação para assinar de graça com o rival São Paulo.
11) Kieza (São Paulo, 2016)

Kieza. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
A contratação de Kieza pelo São Paulo, em janeiro de 2016, figurou entre as mais frustrantes da história recente do clube. O atacante foi adquirido por cerca de R$ 4 milhões junto ao Shanghai Shenxin após se destacar pelo Bahia na temporada anterior. A diretoria tricolor enxergava no centroavante a alternativa ideal para encorpar o setor ofensivo durante as maratonas da Copa Libertadores e do Campeonato Paulista.
O desfecho da passagem, no entanto, foi meteórico. Incomodado com a pouca minutagem e por ser a terceira opção do técnico Edgardo Bauza, Kieza disputou apenas dois jogos oficiais pelo Tricolor, somando pouco mais de 140 minutos em campo sem balançar as redes. Insatisfeito com a reserva e alegando problemas de adaptação, o jogador solicitou sua saída em março do mesmo ano, sendo negociado com o Vitória apenas dois meses após sua apresentação.
10) Darío Conca (Flamengo, 2017)

Darío Conca. Foto: Fernando Soutello/AGIF
A contratação de Darío Conca pelo Flamengo representou um custo-benefício desastroso. Ídolo no Fluminense, o meia argentino foi anunciado pelo Rubro-Negro por empréstimo vindo da China, com a promessa de que terminaria seu tratamento de cirurgia no joelho na Gávea antes de entrar em campo.
A expectativa da torcida em ver Conca atuar ao lado de Diego Ribas jamais se concretizou. O processo de recuperação arrastou-se por meses e o jogador demonstrou enorme limitação física nos treinos. Em toda a sua passagem, Conca vestiu a camisa do Flamengo em apenas três partidas oficiais, somando meros 27 minutos em campo.
9) Lucas Lima (Palmeiras, 2018)

Lucas Lima. Foto: Bruno Ulivieri/AGIF
Após se recusar a renovar com o Santos, Lucas Lima assinou um contrato de cinco anos com o Palmeiras a partir de 2018. O investimento incluiu luvas astronômicas e um dos maiores salários do elenco, com a diretoria projetando que o meia mantivesse o nível de Seleção Brasileira apresentado anos antes.
Apesar de um início promissor e do título brasileiro de 2018, o futebol de Lucas Lima entrou em ritmo de acomodação e queda nas temporadas seguintes. Apático em campo, perdeu espaço com sucessivos treinadores e virou reserva fixo, com o clube precisando arcar com seus custos salariais enquanto o emprestava para outras equipes.
8) Daniel Alves (São Paulo, 2019)

Daniel Alves. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Anunciado no Morumbi lotado, Daniel Alves retornou ao Brasil como o jogador com mais títulos na história do futebol. O São Paulo montou uma estrutura financeira complexa para arcar com salários no patamar europeu, entregando ao atleta a camisa 10 e a liderança do projeto esportivo.
Apesar da conquista do Campeonato Paulista de 2021, a passagem foi manchada por um enorme desgaste institucional. Daniel Alves acumulou atritos com a torcida e declarações polêmicas sobre dívidas do clube. O desfecho foi uma rescisão traumática que deixou um rombo financeiro e uma dívida parcelada em anos para os cofres tricolores.
7) James Rodríguez (São Paulo, 2023)

James Rodríguez. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Dono de uma trajetória por Real Madrid e Bayern de Munique, James Rodríguez desembarcou na capital paulista para ser a grande referência técnica do São Paulo na busca por grandes títulos sul-americanos.
Dentro das quatro linhas, no entanto, a passagem foi um fracasso em intensidade e comprometimento. Alegando dores musculares constantes e demonstrando pouca disposição para se adaptar ao ritmo físico do futebol brasileiro, o meia passou a maior parte do tempo no banco de reservas, rescindindo amigavelmente após somar pouquíssimos minutos.
6) Marquinhos Gabriel (Cruzeiro, 2019)

Marquinhos Gabriel. Foto: Fernando Moreno/AGIF
No início de 2019, em meio ao cenário de irresponsabilidade administrativa que antecedeu a maior crise da história do Cruzeiro, a diretoria investiu pesado para contratar Marquinhos Gabriel. O jogador, que pertencia ao Corinthians e estava emprestado ao futebol dos Emirados Árabes, chegou com salários elevados para ser uma das principais armas de velocidade e profundidade pelos lados do campo.
O desempenho do meia-atacante foi o retrato da derrocada cruzeirense naquela temporada. Com atuações apáticas e falta de poder decisivo, anotando apenas quatro gols em 52 partidas no ano, o jogador virou alvo central das críticas da torcida e fez parte do elenco que protagonizou o inédito e trágico rebaixamento do clube para a Série B.
5) Fred (Atlético-MG, 2016)

Fred. Foto: Thomás Santos/AGIF
A transferência do centroavante Fred do Fluminense para o Atlético-MG em 2016 envolveu cifras milionárias. Embora tenha marcado gols pelo Galo, o atacante rescindiu o contrato no fim de 2017 e assinou com o rival Cruzeiro, o que ativou uma cláusula de confidencialidade e exclusividade que previa uma multa de R$ 10 milhões caso ele se transferisse para o maior rival mineiro antes de um determinado prazo.
Ao fechar com a Raposa, com a diretoria cruzeirense assumindo formalmente a responsabilidade pela multa, Fred desencadeou uma batalha jurídica astronômica que durou anos. No campo, o atacante sofreu uma grave lesão no joelho e viveu de perto a crise que rebaixou o clube em 2019. O acúmulo dessa pesada multa milionária (quitada em acordo entre os clubes anos depois) e os salários atrasados do atleta contribuíram diretamente para o colapso financeiro cruzeirense.
4) Luan (Corinthians, 2020)

Luan. Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Eleito “Rei da América” e protagonista da Libertadores de 2017 pelo Grêmio, Luan foi contratado pelo Corinthians por cerca de R$ 29 milhões no final de 2019. Declaradamente torcedor do clube na infância, a chegada do meia parecia a oportunidade perfeita para liderar a reformulação técnica da equipe.
No entanto, Luan apresentou enorme apatia em campo, perdeu a intensidade física e acumulou atuações pífias até ser afastado do elenco principal. O jogador passou anos apenas treinando em separado. O colapso na relação ocorreu em julho de 2023, quando o atleta foi agredido por torcedores organizados em um motel em São Paulo, o que serviu de estopim para que o clube e o jogador antecipassem a rescisão contratual amigável.
3) Leandro Damião (Santos, 2014)

Leandro Damião. Foto: Mauro Horita/AGIF
Em dezembro de 2013, o Santos concretizou a contratação mais cara do futebol brasileiro até aquele momento ao pagar cerca de R$ 42 milhões pelo atacante Leandro Damião junto ao Internacional, utilizando um aporte do fundo Doyen Sports. O centroavante chegou com status de Seleção Brasileira para ser a grande referência ofensiva da equipe.
Ao longo de toda a temporada de 2014, Damião marcou apenas 11 gols em 49 jogos, apresentando enorme limitação técnica. Para piorar, o jogador entrou na Justiça contra o clube cobrando salários atrasados. A dívida acumulada com o fundo de investimentos por conta da operação financeira sufocou os cofres do Santos por quase uma década, gerando bloqueios e imbróglio financeiro histórico.
2) Alexandre Pato (Corinthians, 2013)

Alexandre Pato. Foto: Mauro Horita/AGIF
Em janeiro de 2013, o Corinthians pagou € 15 milhões (R$ 40 milhões na época) para tirar Alexandre Pato do Milan. Recém-campeão do Mundial de Clubes, o Timão trouxe o atacante de 23 anos como uma contratação de nível europeu para consolidação do clube como potência financeira e técnica da América do Sul.
No entanto, a falta de identificação com o estilo de jogo do Corinthians e a pouca intensidade do atacante criaram um atrito rápido com a torcida e com o técnico Tite. O ápice do desastre ocorreu nas quartas de final da Copa do Brasil contra o Grêmio, quando Pato tentou uma “cavadinha” no pênalti decisivo contra Dida, decretando a eliminação do clube e destruindo qualquer ambiente para sua permanência no Parque São Jorge.
1) Douglas Costa (Grêmio, 2021)

Douglas Costa. Foto: Pedro H. Tesch/AGIF
O retorno de Douglas Costa ao Grêmio em 2021 reúne todos os elementos da pior contratação da história do futebol brasileiro. Vindo de passagens por Bayern de Munique e Juventus, o atacante voltou ao Tricolor Gaúcho com uma recepção triunfal, recebendo o maior salário do elenco para liderar a equipe.
Dentro de campo, o atleta entregou números pífios, lesões em série e nenhuma liderança técnica para tirar o time da crise. O colapso definitivo veio no extracampo: com o Grêmio na zona de rebaixamento para a Série B, se envolveu em polêmicas sobre a marcação da sua festa de casamento na reta final do campeonato e, na última rodada, ao marcar um gol contra o Atlético-MG, acenou de forma irônica dando “tchauzinho” para a torcida, selando o rebaixamento gremista e sua saída sob absoluto repúdio dos torcedores.





