Esta semana, a troca de farpas entre o ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro e o goleiro Gatito Fernándes, rendeu um intenso debate, inclusive sobre a contusão do jogador. O arqueiro se pronunciou sobre a lesão e fez apontamentos que causaram certo constrangimento ao departamento médico do clube, pois as versões apresentadas não se encaixam. O goleiro está fora dos gramados desde setembro, após a partida entre o Botafogo e o Vasco, pela Copa do Brasil, após sofrer um edema ósseo no joelho direito.

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As reclamações referentes às dores no local da lesão começaram na partida diante do rival. Entretanto, o jogador atuou pela seleção do Paraguai no dia 8 de outubro, cumprindo rodada pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. A lesão se agravou e Gatito não deu sequência nos jogos pela seleção de seu país. Contudo, retornou ao time da Estrela Solitária e começou o tratamento para a recuperação, o que ainda não aconteceu. A informação é do UOL Esportes.
Ao conceder entrevista à TV Globo, o paraguaio não poupou pessoas ligadas ao Departamento Médico do Clube, que inclusive não permaneceram na atual gestão do Bota. Gatito alegou ignorância de sua real condição: “Não sabia da gravidade da minha lesão. Nunca explicaram que a lesão era de muito cuidado. Tanto que fui para a seleção e já me sentia bem. Me falaram, no clube, que tinha de ficar parado de 12 a 15 dias, o que eu já tinha feito. Fui para a seleção e, no aquecimento, voltei a sentir as dores. No intervalo, tomei injeção, porque no primeiro tempo [do jogo com o Peru] a dor foi grande”, revelou.
O goleiro fez mea culpa, mas enfatizou que não tinha a obrigação de saber o que de fato acontecia em seu joelho: “Pode ter sido erro meu ter ido para a seleção, mas não sou médico, não sabia da gravidade da lesão. O jogador sempre quer jogar. Assim como já joguei várias vezes, em vários clubes onde passei machucado, inclusive no Botafogo. Se eu soubesse que a lesão poderia prejudicar a minha carreira, eu não me arriscaria a jogar um ou dois jogos pela seleção, sendo que perderia muito mais”, afirmou.

Foto Reprodu;’ao do documento enviado pelo Botafogoa Associação Paraguaia de Futebol, comunicando a lesão
Um documento enviado pelo Botafogo à Federação Paraguaia de Futebol e à Conmebol nega a versão. Em 3 de outubro, o Alvinegro comunicou que Gatito havia passado por exames no dia 25 de setembro e uma lesão no joelho direito havia sido diagnosticada. A mensagem foi publicada, inicialmente, pelo site da Rádio Tupi.
A versão do clube aponta para que a contusão tivesse sido supostamente agravada enquanto Gatito servia a seleção. Na época, o Departamento Médico do clube era comandado por Christiano Cinelli. Segundo o clube, o atleta necessitava um repouso disciplinado por uma semana. Com a evolução do quadro, seria liberado para treinamento em 14 dias, prazo em que estaria determinada nova ressonância. Todo esse prazo estaria contemplado justamente quando o atleta estava na seleção do Paraguai, se preparando para o jogo citado.
Em apuração com fontes do clube, o UOL Esportes verificou que as declaração de Gatito foram mal recebidas pelos integrantes que deixaram a equipe médica do Botafogo. Os profissionais se sentiram desrespeitados, pois foram expostos, mesmo fazendo todo o trabalho correto. Na opinião dos ex-profissionais do clube, o jogador “confundiu as coisas”, atrelando o departamento médico às falas de Montenegro.









