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Futebol Feminino

Jill Ellis projeta Copa de 2027 como torneio histórico para o futebol feminino

Jill Ellis afirma que a Copa do Mundo Feminina de 2027, sediada no Brasil, será a maior edição da história da modalidade

Em entrevista exclusiva ao Lance!, Jill Ellis, diretora de futebol da FIFA e bicampeã mundial com os Estados Unidos, descreveu por que acredita que a Copa do Mundo Feminina de 2027 será histórica. A competição, sediada no Brasil, será a primeira realizada na América do Sul e, segundo ela, combina fatores únicos de crescimento, visibilidade e competitividade. “2027 será a maior Copa do Mundo Feminina já realizada. Acho que será a melhor”, afirmou. Para Ellis, o Mundial tem potencial para redefinir o futuro da modalidade globalmente.

Maracanã, palco da Copa. Foto: Fernando Maia/Riotur/Flickr
Maracanã, palco da Copa. Foto: Fernando Maia/Riotur/Flickr

Ellis destacou que equipes emergentes, como Marrocos em 2023, já mostraram a força do desenvolvimento global. Ela acredita que a atmosfera brasileira será decisiva para elevar o nível da competição. Também abordou o desafio dos ingressos acessíveis para uma região marcada por desigualdades econômicas. Explicou que a FIFA trabalha com pesquisas de mercado e análises locais para ajustar preços. “Queremos tornar os ingressos acessíveis, ver estádios cheios”, detalhou.

A dirigente reforçou que o sucesso internacional depende de ligas fortes e sustentáveis. Citou a NWSL, que passou por duas tentativas falhas antes de se consolidar como liga modelo. Ellis revelou que a FIFA acelera esse processo globalmente com o Mundial de Clubes feminino e padrões mínimos para ligas profissionais. “O futebol de clubes é a casa da jogadora, então o futebol de clubes é extremamente importante”, defendeu. A meta é criar um ecossistema que fortaleça clubes, seleções e novos talentos.

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Seleção Brasileira. Foto: Lívia Villas Boas/CBF

Seleção Brasileira. Foto: Lívia Villas Boas/CBF

Governança, compensação e o impacto de Marta

A discussão avançou para governança, especialmente o sistema de compensação por formação para clubes, que está em construção há dois anos. Ellis acredita que o modelo será implementado até 2027. Ao falar sobre Marta, a dirigente se emocionou e demonstrou admiração profunda. “Ela é uma jogadora extremamente especial, uma jogadora geracional, e sim, eu adoraria vê-la jogar aqui em 2027”, confessou. Para ela, a eventual presença da camisa 10 seria uma narrativa tão poderosa quanto a de Messi em 2026.

Ellis ressaltou que, embora o futebol feminino cresça rapidamente, a presença de mulheres em cargos técnicos ainda é baixa. A FIFA já exige ao menos uma treinadora ou assistente nas Copas Sub-17 e Sub-20, mas Ellis defende políticas mais firmes. Para ela, investir em formação, licenças e caminhos profissionais é essencial. Ressaltou que sua própria contratação simboliza esse compromisso. A meta é clara: ampliar a participação feminina em decisões estruturais do futebol mundial.

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A entrevista ganhou tom emocional ao citar Marisa, primeira capitã da Seleção Brasileira, que pediu apoio para que as pioneiras entrem em campo na abertura do Mundial. Ellis demonstrou total apoio à ideia e reforçou o valor histórico das atletas. “Uma das coisas mais importantes quando falamos de legado é honrar o passado”, afirmou. Ela mencionou o programa FIFA Legends e sugeriu incluir representantes das pioneiras no grupo de trabalho sobre legado, reforçando que o reconhecimento deve ser real e não apenas simbólico.

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Um Mundial que pode reorganizar o futuro

Ellis ainda citou iniciativas como academias globais e o Talent Development Scheme, de Arsène Wenger, que buscam oferecer oportunidades a jovens talentos. Contou sobre visitas a projetos sociais e o impacto do esporte na vida de meninas que sonham com a Copa. Para ela, o Mundial de 2027 será mais do que um torneio: será uma celebração das pioneiras, uma vitrine das estrelas atuais e um acelerador para o futuro. Na América do Sul, ela acredita que o futebol feminino está pronto para dar um salto histórico.

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