A lendária ex-jogadora Formiga subiu o tom contra a CBF e exigiu uma reformulação profunda na gestão do futebol feminino brasileiro. Uma das maiores pioneiras do esporte, a craque afirmou que o desenvolvimento da modalidade no país continua travado pela falta de liderança e pelo amadorismo na condução da categoria.
Durante participação em programa da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a atleta defendeu que a CBF assuma a liderança na mudança de postura da modalidade, criando um efeito dominó que motive os clubes a se profissionalizarem. Vale destacar que a informação é do portal Campo Delas.
“Só que se a Confederação continuar tratando o Futebol Feminino como amador, fica difícil, porque os clubes vão seguir na mesma linha. A Confederação tem que dar o primeiro exemplo, e assim vamos sair da sombra do masculino”, disse a atleta durante a conversa.
A eterna craque pede mobilização concreta pelo futebol feminino
Para Formiga, transformações no regulamento e atitudes exemplares são passos básicos para o avanço da modalidade. Sem ficar só na promessa, a craque sugeriu ações concretas e de gestão para impulsionar o esporte no país.
Atualmente Formiga é diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino, no Ministério do Esporte. A brasileira atua como embaixadora da FIFA, além de integrar o quadro de Lendas da instituição, participando de eventos e painéis globais para divulgar a categoria e em iniciativas como o combate ao racismo, por exemplo.
A espetacular carreira de Formiga
Miraildes Maciel Mota, a Formiga, construiu uma das trajetórias mais vitoriosas e duradouras da história do futebol mundial. Surgida no futebol baiano e projetada pelo São Paulo nos anos 1990, a meio-campista atuou por equipes de destaque no Brasil e no exterior, com passagens marcantes por clubes dos Estados Unidos, pelo São José-SP (onde conquistou a Libertadores e o Mundial de Clubes) e pelo Paris Saint-Germain. Reconhecida por sua entrega tática e visão de jogo, encerrou sua carreira profissional aos 44 anos de volta ao Tricolor paulista, deixando um legado de profissionalismo e títulos por onde passou.
Pela Seleção Brasileira, Formiga tornou-se uma lenda viva ao defender o país por mais de 25 anos. Ela detém o recorde de ser a única pessoa na história do futebol a disputar sete edições da Copa do Mundo e sete edições dos Jogos Olímpicos. Com a camisa amarela, conquistou duas medalhas de prata olímpicas (Atenas 2004 e Pequim 2008), o vice-campeonato mundial em 2007, além de três ouros em Jogos Pan-Americanos e seis títulos da Copa América, consolidando-se como um dos maiores símbolos do esporte no Brasil.





