Invicta no hexagonal final do Sul-Americano, a Seleção Brasileira Feminina Sub-20 vive fase decisiva e madura na competição. A goleada por 4 a 0 sobre a Argentina, no estádio Luis Alfonso Giagni, em Villa Elisa, confirmou a classificação para a Copa do Mundo da categoria. O resultado simboliza a consistência construída ao longo do torneio. Sob o comando de Camilla Orlando, o time apresenta evolução técnica e emocional. O desempenho reforça a confiança para a sequência da disputa continental.

- São Paulo supera Bahia e mantém boa fase no Brasileirão
- Vitória busca empate contra o Mixto em Pituaçu
Após a vitória, Camilla Orlando destacou o peso do resultado no contexto da campanha. “Primeiro, a gente ficou muito feliz. Ganhar mais uma ‘final’, na nossa percepção, foi muito importante, ainda mais com esse gostinho de revanche da primeira partida. Mas o mais importante é a evolução das atletas. Elas estão muito dedicadas, conscientes e trabalhando em altíssimo nível, levando o treino muito a sério para colocar em prática dentro do jogo”, afirmou. A treinadora ressaltou o comprometimento do grupo. Para ela, o crescimento coletivo é o principal trunfo da equipe.
O confronto diante das argentinas evidenciou a transformação da equipe em relação ao primeiro encontro na fase inicial. Se antes houve equilíbrio, desta vez o Brasil assumiu postura dominante, com intensidade e controle das ações. Evelin, Clarinha, Brendha e Carioca marcaram os gols da vitória. A atuação confirmou matematicamente a vaga no Mundial, que será disputado na Polônia. A eficiência ofensiva foi acompanhada por solidez defensiva. O desempenho reforça a leitura de que o time alcança seu auge na reta final.

Seleção Sub-20. Foto: Staff Images/CBF
Força do elenco como diferencial competitivo
Camilla também enfatizou a importância do grupo na construção da campanha invicta. “O nosso grande ponto forte é a força do nosso grupo, do nosso elenco. Todo mundo está sendo preparado para jogar a qualquer momento e elas compraram essa ideia. Mesmo quando uma atleta fica fora, ela sabe que vai estar pronta quando a oportunidade aparecer. Tivemos gols de atletas diferentes, e isso é muito especial”, explicou. A diversidade de protagonistas evidencia a preparação coletiva. O elenco mantém alto nível independentemente das mudanças.
A comissão técnica tem apostado em análise detalhada e planejamento estratégico para potencializar o desempenho. “A gente estuda os adversários, estuda a nossa equipe e prepara os treinos para que elas possam se potencializar. São atletas muito técnicas, e elas conseguiram aplicar o melhor delas. Era o que a gente queria: que a segunda fase fosse o nosso melhor momento, e é exatamente o que elas estão fazendo”, completou. A evolução apresentada confirma a eficácia do método. O crescimento é visível especialmente na fase decisiva.
No comando da Seleção desde junho do ano passado, Camilla celebrou a conquista da vaga no Mundial. “Estou muito feliz. Estar à frente da Seleção Brasileira Sub-20 é um sonho realizado. A classificação para o mundial era a nossa primeira meta, então é uma alegria muito grande. Mas não queremos baixar a guarda. Temos os pés no chão e ainda temos mais uma meta pela frente”, disse. A treinadora mantém discurso de cautela e ambição. O objetivo maior permanece vivo na competição.

Veja também
“Felicidade de jogar aqui, de ser livre”: Clarinha retorna à Seleção e vive nova chance no Sul-Americano
Formação de atletas e legado para a modalidade
Além dos resultados imediatos, Camilla ressaltou o impacto do trabalho de base no futuro do futebol feminino. “Estou muito realizada e feliz por trabalhar com a formação de atletas. Isso me motiva a estudar mais e contribuir para formar mais jogadoras para o Brasil”, concluiu. O projeto vai além do Sul-Americano e mira a consolidação de talentos. A campanha atual reforça a importância da estruturação das categorias de base. O momento positivo sinaliza perspectivas promissoras para a modalidade.








