O diretor-geral do Fluminense, Mário Bittencourt, explicou por que Marcão não será efetivado como treinador neste momento. O auxiliar permanente assumiu o comando da equipe até o fim do ano, mas a permanência definitiva na função não está garantida. A informação é do portal GE.
Segundo Mário, a decisão faz parte de uma estratégia da gestão e também está relacionada a um acordo firmado com Marcão em 2019. A ideia é preservar o profissional como uma figura de confiança dentro da comissão técnica e mantê-lo como auxiliar permanente.
“Nós fizemos um acordo na chegada, e é mantido pela gestão atual. Se ele se transforma no treinador que vai ser o treinador profissional, sem ser o permanente, a gente vai ter que tirar o Marcão. Onde ele atua? Ele atua nos momentos em que a gente entende que precisamos fazer uma mexida no comando e que essa mexida, com a entrada do Marcão, vai fazer com que a gente chegue aos mesmos objetivos que se trouxermos outro. É uma decisão da gestão”, disse Mário.
Acordo de 2019 define papel de Marcão
Mário explicou que Marcão é utilizado justamente nos períodos em que a diretoria entende ser necessária uma mudança no comando. Para o dirigente, efetivá-lo significaria perder o profissional que atualmente exerce esse papel permanente dentro da estrutura do futebol.
O ex-presidente afirmou ainda que o acordo estabelecido em 2019 previa que Marcão começaria e terminaria sua gestão ao seu lado. Enquanto houver outro treinador no comando, o auxiliar deve acompanhar o trabalho e realizar avaliações para a diretoria.
Fluminense avaliará comando em dezembro
Apesar da função definida internamente, Mário revelou que já conversou algumas vezes com Marcão sobre a possibilidade de ele assumir definitivamente uma equipe no futuro. O dirigente acredita que o auxiliar poderá receber propostas de outros clubes e, em algum momento, realizar seu “voo solo” como treinador.
“Já tive essa conversa com ele algumas vezes. Ele é meu amigo. Acho que em algum momento ele vai ser chamado por outros clubes, e que ele fará esse voo solo. Mas fizemos esse acordo em 2019 de que ele começaria e terminaria a gestão comigo. Enquanto tiver um treinador no comando, quero que seja o cara da gestão, que acompanha e faz as avaliações para nós. É um decisão estratégica, de gestão. Vocês podem concordar ou discordar”, concluiu Mário.
No momento, porém, Marcão permanece à frente do Fluminense após assumir o time com a saída de Luis Zubeldía. Desde então, o ex-volante venceu dois jogos no Brasileirão, conquistou uma vaga nas quartas de final da Libertadores e empatou com o Athletico-PR.
A situação do comando técnico voltará a ser analisada em dezembro, quando a gestão avaliará os próximos passos da equipe. Até lá, Marcão segue comandando o time, embora a estratégia apresentada por Mário Bittencourt seja mantê-lo como auxiliar técnico permanente.





